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Alunos de Viana obtêm melhor média nacional e Braga alcança 5.º lugar nos exames

Ranking do ensino secundário

Redação/Lusa
21 Mai 2021

Viana do Castelo é o distrito com a melhor média nos exames nacionais do ensino secundário, segundo um ‘ranking’ elaborado pela Lusa tendo em conta as notas de 2020, em que, pela primeira vez, nenhuma região teve média negativa. Por seu turno Braga surge em 5.º lugar, depois dos distritos de Coimbra, Porto e Viseu.

Numa análise da Agência Lusa tendo por base os resultados dos 225.307 exames do secundário realizados no ano passado, Viana do Castelo surge em primeiro lugar, com uma média de 13,48 valores nas 4.548 provas dos alunos do distrito.

Viana do Castelo ocupa o lugar que pertencia a Coimbra no ano anterior: os 9.281 exames realizados pelos alunos das escolas conimbricenses colocam o distrito em 2.º lugar, com uma média de 13,45 valores.

A seguir a Viana surge o Porto, que agora ocupa o 3.º lugar por menos de uma milésima na média dos quase 40 mil exames.

Na tabela dos distritos surgem depois Viseu, Braga, Aveiro, Leiria e Lisboa, este último com uma média de 12,99 valores nas mais de 54 mil provas realizadas, segundo a análise da agência Lusa, feita com base em números disponibilizados pelo Ministério da Educação.

No fundo da tabela, aparecem os Açores e Portalegre, com 12,41 e 12,14 valores, respetivamente.

Já as escolas no estrangeiro surgem em último lugar, uma vez que a média das 884 provas realizadas pelos alunos no ano passado foi de 11,68 valores.

Subida em quase 

todas as disciplinas

 As notas da 1.ª fase dos exames melhoraram em todas as disciplinas, à exceção de Matemática Aplicada às Ciências Sociais, implicando também uma subida das médias por distritos.

Para esta melhoria dos resultados contaram as novas regras devido à pandemia de covid-19, que obrigaram à suspensão das aulas presenciais entre o final do 2.º período e primeiras semanas do 3.º período.

Por um lado, os testes tinham perguntas obrigatórias e outras opcionais, permitindo aos alunos escolher pelas questões em que se sentiam mais seguros, sendo contabilizadas apenas as melhores respostas.

Além disso, as provas só eram exigidas a quem quisesse seguir para o ensino superior, porque só contaram para a média de acesso às universidades e politécnicos, tendo deixado de ser obrigatórias para a conclusão do secundário.

Numa análise comparativa com os resultados médios por distrito obtidos na última década, verifica-se que este é o primeiro ano em que nenhuma região tem “negativa”.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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