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Turismo e transição climática criam desafios à economia pós-covid

UMinho e Conselho das Finanças Públicas (CFP) debateram futuro da economia portuguesa

Carla Esteves
18 Mai 2021

O futuro do setor do turismo, a transição climática, as alterações do paradigma energético, a transição digital e o “reskilling”  são alguns dos principais desafios que a economia portuguesa terá que enfrentar no período Pós-Covid 19. A ideia foi, hoje, defendida pelo investigador Fernando Alexandre, do Núcleo de Investigação em Políticas Económicas e Empresariais (NIPE) da Universidade do Minho, durante a conferência “Especialização e diversificação da economia portuguesa: que perspetivas no pós-covid?”, organizada em conjunto pelo NIPE e pelo Conselho das Finanças Públicas (CFP).

Referindo-se em particular ao crescente peso do setor do turismo no nosso país, Fernando Alexandre, apontou o  facto de algumas pessoas considerarem que é demasiado elevado, ao passo que outras pensam ser o ideal, mas defendeu que o que neste momento  está em causa é o tempo de regularização dos fluxos turísticos internacionais no pós-pandemia.

O investigador da UMInho considera, contudo, que a transição climática «é o grande desafio da nossa economia»,  marcando presença em todos os Planos de Recuperação e Resiliência, em particular no alemão e do francês.

«A transição climática  vai mudar tudo, do setor financeiro à construção à  nossa estrutura produtiva,  nomeadamente no que se refere à área de componentes automóveis, que sofrerá uma transformação profunda», afiançou o investigador, dando como exemplo a mudança dos motores de combustão para os motores elétricos.

No que ao paradigma energético diz respeito Fernando Alexandre salienta que sofrerá profundas alterações, sob influência das energias renováveis.

«À partida, esta será uma vantagem competitiva para Portugal, que tem claramente uma vantagem do ponto de vista das fontes, com sol aberto e energia das barragens. Resta, contudo, saber, se não nos tornaremos dependentes do ponto de vista tecnológico», afirmou, defendendo uma aposta na investigação e desenvovimento nessas áreas,  para podermos aproveitar toda a transformação que as energias renováveis oferece do ponto de vista económico».

O investigador referiu-se ainda em particular ao caso do setor da construção, que ressurge «bem mais preparado do que nos últimos anos, pronto a utilizar as novas energias e a enfrentar os desafios da economia circular», mas que terá de aparecer associado à investigação e  desenvolvimento.

Para Fernando Alexandre também o setor financeiro será «altamente impactado pela transição climática e pelas novas regras de cálculo dos rácios de capital», além da mobilidade, já que um quarto das emissões de dióxido de carbono têm origem no transporte privado.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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