Fotografia: DR

João de Melo vence 26.ª edição do Grande Prémio de Literatura DST

O júri destacou o apurado sentido de composição e qualidade de escrita de João de Melo nesta obra

Redação/Lusa
18 Mai 2021

O romance “Livro de Vozes e Sombras”, de João de Melo, é vencedor da 26.ª edição do Grande Prémio de Literatura dst, anunciou hoje a organização, tendo o júri destacado o “apurado sentido de composição e qualidade de escrita”.

A decisão do júri, constituído pelo professor e escritor Vítor Aguiar e Silva, pelo presidente da Associação Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes, e, pelo professor da Universidade do Minho Carlos Mendes de Sousa, foi unânime. O prémio tem o valor pecuniário de 15.000 euros.

O júri, segundo comunicado enviado à agência Lusa, realçou o “apurado sentido de composição e a qualidade de escrita no desenvolvimento de um romance que, percorrendo diversos espaços geográficos e sociais, bem como tempos convulsionados, traçam uma memória coletiva densa, avessa a todo o esquematismo, a partir de núcleos efabulatórios, nos quais avultam personagens de grande finura e poder contrastivo”.

Com os Açores, de onde João de Melo é natural, no centro da narrativa, o “Livro de Vozes e Sombras” é uma obra sobre as aspirações revolucionárias do pós-25 de Abril de 1974, vividas entre os Açores, Lisboa e as nações africanas, que estiveram sob administração portuguesa.

O prémio é entregue no decorrer da Feira do Livro de Braga, agendada entre 9 e 25 de julho.

João de Melo, 72 anos, publicou o seu primeiro conto aos 18 anos, no jornal Diário Popular. A sua experiência como militar na guerra colonial (1961-1974) reflete-se no romance “Autópsia de Um Mar de Ruínas” (1984), cuja 9.ª edição foi publicada em 2019. 

Licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, João de Melo colaborou regularmente com revistas como a Colóquio-Letras, Vértice e, mais tarde, Sílex e Ler, entre outras publicações.

Em 1988 publicou “Gente Feliz com Lágrimas”, que lhe valeu vários galardões, nacionais e internacionais, como o Grande Prémio de Romance e Novela/1989, o Prémio Fernando Namora e o Prémio Cidade de Lisboa/Eça de Queiroz, assim como o Prémio Cristóbal Colón das Cidades Capitais Ibero-Americanas.

Este romance foi levado à cena pelo grupo de teatro O Bando, e adaptado à televisão pelo realizador José Medeiros.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





Notícias relacionadas


Scroll Up