Fotografia: DR

Deco alerta para custos dos novos sistemas para separar a tarifa do lixo do consumo da água

Todos os municípios vão ter de adotar sistemas em que o lixo é taxado à parte, sem ser indexado à conta da água.

Redação/LUSA
8 Mai 2021

A associação de consumidores Deco alertou hoje que a falta de financiamento pode dificultar a conversão dos sistemas para taxar à parte os resíduos sólidos urbanos, a que os municípios estão obrigados a partir de julho deste ano.

A partir de julho, e durante os próximos cinco anos, todos os municípios vão ter de adotar sistemas em que o lixo é taxado à parte, sem ser indexado à conta da água, numa perspetiva de “Pay As You Throw” (PAYT), uma espécie do conceito de poluidor pagador aplicado aos resíduos, em que cada um paga “na direta proporção do lixo indiferenciado” que cria.

Os objetivos estão previstos num decreto-lei com o regime geral da gestão de resíduos, de dezembro de 2020, que transpõe normas europeias e estabelece metas de reciclagem.

“A gestão dos resíduos sólidos urbanos vai ser alterada de forma decisiva. Vamos ter de alterar comportamentos, vamos ter de alterar mentalidades e, sobretudo, vamos ter de evoluir. Este é um salto muito grande que nós vamos dar no nosso país”, disse Bruno Santos, da Deco.

A associação lançou nos últimos anos a campanha “Lixo não é água”, com mais de 27 mil assinaturas pela separação de tarifários e uma tarifa de resíduos mais justa, por considerar que o paradigma de associar a tarifa dos resíduos sólidos à fatura da água consumida “é uma absoluta barbaridade” e “sem fundamento lógico”.





Notícias relacionadas


Scroll Up