Fotografia: DM

Junta de S. Vicente concorda com obra em frente ao palacete Júlio Lima

Presidente Jorge Pires considera residência sénior «importante» para a freguesia e a população

Jorge Oliveira
4 Mai 2021

A Junta de Freguesia de S. Vicente veio hoje a público manifestar a sua concordância com a intervenção que está em curso em frente ao palacete Júlio Lima, depois do surgimento de críticas a este projeto de construção de uma residência sénior.

O presidente, Jorge Pires, considera este imóvel «importante» para a cidade de Braga e particularmente para a freguesia de S. Vicente e sua população.

«Foi das melhores coisas que nos surgiram. Para a freguesia de S. Vicente esta obra é mais importante do que o Mercado Municipal, embora este equipamento também seja importante e necessário», disse.

Jorge Pires falava aos jornalistas no final de uma reunião com representantes técnicos da obra que foram à sede da Junta de Freguesia explicar os moldes do projeto.

Na freguesia de S. Vicente surgiram críticas a este projeto por a nova edificação não se enquadrar com a arquitetura do palacete Júlio Lima nem com a do casario da Rua Júlio Lima, desenhado pelo arquiteto Moura Coutinho.

Jorge Pires referiu que não se pode comparar o palacete às casas que existem na rua Júlio Lima. Acrescentou que a obra em construção está a ser seguida por um «conceituado» arquiteto do país, Nuno Valentim, e vai preservar elementos do edificado demolido como cantaria, azulejos e armação de ferro das varandas.

Segundo Daniel Pinto, vogal da Junta e braço direito de Jorge Pires na área do Urbanismo, a empresa fez um «levantamento vetorial de toda a fachada», pelo que a reposição daqueles materiais «será feita com um rigor muito detalhado».

«Isto veio tranquilizar-nos de um processo que nós tínhamos quase a certeza ou achávamos que estava a correr bem», declarou o autarca, segundo o qual esta intervenção vai requalificar um quarteirão que «antigamente não passava de um amontoado de vestígios e de destruição e com problemas de insalubridade».

Domingos Alves, responsável no executivo da Junta pelos pelouros da Cultura, da Educação e outros, fez um enquadramento histórico daquele quarteirão com casas mandadas construir por Júlio António Amorim Lima (1859-1942), um industrial filantropo português e benemérito da cidade de Braga.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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