Fotografia: DM

Distrito de Viana sem vagas em estruturas para pessoas com deficiência mental

Presidente da APPACDM alerta secretária de estado durante inauguração de Lar Residencial em Ponte de Lima.

Jorge Oliveira
28 Abr 2021

O presidente da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Viana do Castelo disse hoje, em Ponte de Lima, que é «imperioso» criar no distrito mais vagas para acolher pessoas com deficiência, em Centros de Atividades e Capacitação para Inclusão (CACI) e Lares Residenciais.

No distrito de Viana do Castelo, os cerca de 150 lugares que existem em lares residenciais, dos quais 120 em 11 lares da APPACDM, encontram-se todos ocupados. E o mesmo se aplica aos CACI, antigos Centros de Atividades Ocupacionais (CAO), disse Luís Costa na presença da secretária de Estado da Inclusão Social das Pessoas com Deficiência que foi a Moreira do Lima inaugurar um Lar Residencial da Delegação de Ponte de Lima da APPACDM de Viana.

No âmbito do PARES (Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais), a APPACDM de Viana apresentou candidaturas para a criação de três lares residenciais (em Ponte da Barca, Valença e Viana) e três CAO e a ampliação de dois lares residenciais.

«Acreditamos que as candidaturas têm mérito e demonstrámos que hoje a instituição tem capacidade financeira para suportar a sua parte do financiamento dos projetos, resta-nos esperar pela decisão do organismo financiador na expetativa que seja favorável», declarou o dirigente.

A sessão inaugural, realizada ao ar-livre, contou também com o presidente da câmara de Ponte de Lima, Victor Mendes, que reforçou a inquietação de Luís Costa, referindo «é necessário continuar a investir em equipamentos sociais», sejam de raiz, sejam requalificações.

A secretária de Estado da Inclusão Social das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, deu conta que o Governo está a analisar as candidaturas apresentadas no âmbito do PARES para a construção ou reconversão de respostas sociais, sejam Lares Residencias, Residências Autónomas ou Centros de Atividades e Capacitação para a Inclusão, e as primeira notificações de decisão poderão ser feitas em maio.

Segundo a governante, a dotação financeira disponível é de 110 milhões de euros e «não chegará para financiar todas as candidaturas», cujo montante global ascende aos 500 milhões.

As candidaturas que não forem financiadas no âmbito do PARES terão uma oportunidade de financiamento no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) que o governo já entregou em Bruxelas e que espera ver aprovado em junho ou julho.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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