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Braga: «Cidade não está a fazer a sua parte para atrair investimento empresarial», diz Hugo Pires

Hugo Pires relevou, entretanto, o esforço que a ACB faz para melhorar as qualificações do empresariado bracarense, designadamente numa louvável oferta de formação, e voltou a concordar com Macedo Barbosa sobre a urgência de vencer a burocracia que continua a dominar os serviços do Município na sua relação com os investidores.

Redação
28 Abr 2021

O candidato do PS à Câmara de Braga esteve hoje na Associação Comercial de Braga e referiu que a cidade tem vivido «desinvestimento no urbanismo comercial, da falta de parques industriais, de inação sobre a mobilidade regional, e da atenção às microempresas».

Hugo Pires quis saber dos representantes do comércio e indústria no concelho «a leitura que fazem deste momento, as suas perspetivas, lamentos e sugestões».

«Temos que sublinhar que hoje se nota um espírito mais positivo nos empresários bracarenses; comparando com há um ano a esta parte, os nossos associados deixam perceber que acreditam que os tempos que aí vêm vão ser bem mais interessantes», desabafou Macedo Barbosa, presidente da ACB, que lembra o esforço feito pela instituição durante estes tempos de pandemia: «nunca fechámos as portas, nunca foi negado apoio aos nossos associados».

Foi, contudo, ao falar do “estado da arte” que o dirigente associativo – que prepara agora a transformação da ACB em Associação Empresarial de Braga, assumindo a orfandade dos empresários do sector industrial, que ficaram sem entidade representativa – se referiu à necessidade de ver a cidade atrair mais investimento e reconheceu que tal não acontece porque não estão a ser criadas condições para que tal aconteça.

É o caso da «falta de parques empresariais» e é também o caso de, aqueles que existem, não oferecerem o que os tempos de hoje impõem: «Braga é dos concelhos onde temos tratado pior os parques para a instalação das empresas, desde logo do ponto de vista do urbanismo e dos acessos», disse.

Comungando da convicção de que aquela questão deve ser assumida no contexto do Quadrilátero Urbano, Hugo Pires e Macedo Barbosa voltaram a estar de acordo quanto à necessidade de intervir numa rede intermunicipal de transportes públicos e de «aproveitar bem» a ferrovia, designadamente a ligação de alta velocidade que há-de servir Braga.

Foi da qualificação do espaço público como indutor da reabilitação dos espaços comerciais – aliás, uma das fortes identidades bracarenses – que se falou ainda neste encontro, em que foi trazida à colação a urgência de um urbanismo comercial que permita intervir nas dinâmicas de que a cidade precisa.

«A Universidade continua divorciada da cidade; os estudantes não fluem entre o campus académico e a cidade; e não estamos a saber lidar com essa realidade; temos um grande potencial dentro de portas e não estamos a aproveitá-lo», admitiu o dirigente associativo.

Hugo Pires relevou, entretanto, o esforço que a ACB faz para melhorar as qualificações do empresariado bracarense, designadamente numa louvável oferta de formação, e voltou a concordar com Macedo Barbosa sobre a urgência de vencer a burocracia que continua a dominar os serviços do Município na sua relação com os investidores.

 





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