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Braga: Altino Bessa acusado de “marginalizar a juventude” do processo autárquico

«É essencial que o CDS-PP Braga deixe de marginalizar a JP e comece a respeitá-la, como sempre o fez no passado, caso contrário corre o risco de ser irreversível o dano causado, assim como a perda de uma militância ativa fundamental para a sobrevivência do CDS», sublinha Renata Faria

Redação
26 Abr 2021

O dirigente local do CDS-PP de Braga afastou a Juventude Popular (JP) do processo autárquico em Braga. Segundo a dirigente do JP de Braga, Renata Faria, afirma que a estrutura a que preside «tem sido profundamente desconsiderada, na forma e no trato, e colocada totalmente à margem da vida do partido na cidade».

«Sendo a Juventude Popular uma estrutura fundamental para o partido, uma vez que muito contribui para o seu crescimento e pelo trabalho contruído ao longo dos anos consideramos que esta situação é gravíssima, contrariando aos valores de um partido democrata», refere.

Renata Faria diz mesmo que os jovens estão com «sentimento de mágoa» na carta que escreveu ao líder do CDSP-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, e JP nacional, Francisco Camacho.

«É com tristeza que redijo esta carta. A Juventude Popular de Braga desde a sua eleição concelhia, para além de ser relegada da atividade política da concelhia do CDS-PP Braga, não tem sido envolvida no processo autárquico pela primeira vez. Sinto que este é um erro sem precedentes e que coloca em causa não só o presente, mas também o futuro do CDS-PP na cidade, sob pena deste perder dezenas de candidatos por toda a malha territorial, que inclusive são candidatos onde muitas das vezes o partido não consegue chegar», frisa.

«Mas mais do que os lugares em si, que são o menos relevante, o partido hipoteca, por vontade própria, a possibilidade ter ao seu lado aquele que sempre foi o seu verdadeiro parceiro de coligação, braço armado e garante de futuro: os jovens bracarenses e a Juventude Popular», acrescenta ainda na carta que escreveu.

A líder da JP de Braga tem esperança que «ainda é possível reverter o rumo anteriormente descrito, estando certa que a JP Braga nunca abandonará o partido, sobretudo num dos seus momentos mais delicados», mostrando disponibilidade «para trabalhar lado-a-lado com as estruturas locais do CDS-PP».

«É essencial que o CDS-PP Braga deixe de marginalizar a JP e comece a respeitá-la, como sempre o fez no passado, caso contrário corre o risco de ser irreversível o dano causado, assim como a perda de uma militância ativa fundamental para a sobrevivência do CDS», sublinha Renata Faria, recordando «a história da Juventude Popular e do partido, pelo exemplo de proximidade às famílias, jovens, empresas e autarquias locais. Pela dedicação e compromisso à nossa Braga e pelos valores que nos regem, queremos responder ao futuro na certeza de que a voz dos jovens é a garante do compromisso com a política».

«Somos de Braga, esta é a nossa terra – sentimento que só quem é de cá entende – e o CDS a nossa morada política. Lutaremos até ao fim pelas nossas convicções e direitos, porque não somos uma juventude instalada», vaticina o comunicado escrito aos dirigentes nacionais do CDS-PP e JP.





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