Espaço do Diário do Minho

DM celebra hoje 102 anos – Cada vez mais próximos…

15 Abr 2021
Damião Pereira

O Diário do Minho celebra hoje 102 anos. Sendo motivo de festa, a sua longevidade é hoje, também, um motivo de orgulho. Sabemos o que significa o Jornal Diário do Minho para a região e o juízo que dele fazem os nossos leitores, que todos os dias nos vão incentivando a continuar a fazer do DM um instrumento de quem precisa de ser ouvido nos seus direitos e convicções. A ser a voz dos sem voz, como jornal de inspiração cristã que, de facto, somos.

Mais de um centenário passado, procuramos este ano fazer uma reflexão sobre o nosso trabalho. Sem querer fazer um julgamento do que tem sido o comportamento informativo do Diário do Minho nos últimos anos, ouvimos os anteriores diretores Monsenhor Silva Araújo, Cónego João Aguiar Campos e o Dr. Luís Silva Pereira. Pessoas que muito estimamos e cujas opiniões contam, e muito, para os que fazem o jornal no dia a dia.

Sabemos que não estamos isentos de críticas. Sabemos que, ao longo dos anos, houve coisas que fizemos menos bem. Sabemos que poderíamos ter feito melhor. Mas também sabemos que o trabalho realizado por toda a equipa que compõe a empresa do Diário do Minho mereceu, em inúmeras ocasiões, os maiores elogios por parte de responsáveis da Igreja, da política, de várias instituições e do comum dos cidadãos.

E se hoje chegamos ao 102.º aniversário deve-se a toda essa gente, que vê em nós um jornal regional que merece toda a credibilidade e o respeito que nos caracteriza. E mesmo vivendo em tempos de constrangimento não nos deixamos “ficar por casa”. Todos os dias trabalhamos para que os vários concelhos da nossa região do Minho fiquem mais próximos de quem procurou outras terras para se fazer à vida. Como já afirmámos várias vezes, a realidade da nossa região e do nosso país não nos passa ao lado. Procuraremos sempre, e em qualquer circunstância, reforçar a nossa presença junto da comunidade que servimos. Tudo faremos para estar onde a notícia acontece.

Temos os pés bem assentes no chão para avaliarmos o grave momento por que passa toda a comunicação social, com repercussões ainda mais acentuadas no que à imprensa regional e local diz respeito. À pergunta que sustentabilidade espera a imprensa de proximidade, a resposta tem que ser dada em primeiro lugar pelos governantes nacionais e locais. Desde logo pelo papel fundamental que a imprensa regional tem para as populações e para a democracia de um país.

Não podemos esquecer que estamos num ano de importância relevante para as comunidades locais com a realização das eleições autárquicas. É neste contexto que os candidatos políticos se lembram, muitas vezes, da existência dos órgãos de informação local, mas que logo esquecem conseguidos que foram os seus objetivos. E não tenhamos dúvidas que muitas vezes se paga cara a isenção a que os meios de comunicação se devem obrigar. É aqui que o Diário do Minho se situa: completa isenção no tratamento dos acontecimentos, sejam eles de que quadrante político forem. Foi assim que o nosso Jornal se posicionou ao longo de todos estes anos e agora não será diferente. Assumimos aqui o compromisso com os nossos leitores de que, neste aspeto, não teremos cor nem tendência. Todos serão tratados por igual. Com a credibilidade e coerência jornalística que nos caracteriza, aberto ao pluralismo e à diversidade de opiniões.

Não será esta a melhor altura para fazer futurismos. É um facto que a pandemia tem atrasado alguns dos nossos projetos. Mas não trava o nosso desejo diário de fazer cada vez mais e melhor com os meios de que dispomos. E é esta vontade que nos permite caminhar sem temor pelo futuro do nosso Jornal que, cremos, será duradouro. Estamos, hoje, em condições de afirmar que novos projetos editoriais surgirão ainda este ano no sentido de reforçarmos a marca Diário do Minho.

Vivemos hoje uma realidade digital, que vai ganhando raízes cada vez mais fundas principalmente junto das camadas mais jovens, que temos, forçosamente, de conquistar e reforçar. Mas esta realidade, penso eu, é de todo compaginável com uma edição impressa que, com os meios adequados – técnicos e humanos –, será por certo apetecível a gente de todas as idades e formações.

Neste dia de aniversário, não podia deixar de agradecer a todos aqueles que nos antecederam, principalmente ao Monsenhor Silva Araújo, ao Cónego João Aguiar e ao Dr. Luís Silva Pereira pela amável disponibilidade em nos conceder algum do seu precioso tempo. Estamos gratos pela reflexão que fizeram sobre o nosso jornal que, por certo, nos ajudará a preparar o futuro.

Uma palavra de agradecimento, também para todos os trabalhadores desta empresa que fazem, diariamente, com que o Diário do Minho chegue aos nossos leitores. Um muito obrigado, igualmente, aos nossos assinantes, clientes, fornecedores e amigos. Ao nosso Arcebispo, D. Jorge Ortiga, e à Administração da Empresa do Diário do Minho agradecemos o facto de continuarem a acreditar em nós, cientes de que, juntos, será mais fácil atingirmos os objetivos a que nos propusermos.



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