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Guimarães: Cultura “reabre” em dois espaços com nove exposições

Nestas, inclui-se “Mistérios do fogo”, uma exposição coletiva que apresenta, pela primeira vez no museu, um conjunto de cinquenta esculturas africanas sobre o tema da maternidade pertencentes à coleção de José de Guimarães, adquiridas a partir dos anos 80, na Europa.

Redação / NC
1 Abr 2021

O Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) e o Palácio Vila Flor, em Guimarães, reabrem portas ao público no dia 16 de abril, com um total de nove exposições, anunciou hoje A Oficina.

Em comunicado, A Oficina refere que oito das exposições são no CIAJG, no âmbito de um novo programa artístico intitulado “Nas margens da ficção”.

Uma delas é “Cosmic Tones”, com Francisca Carvalho a apresentar um conjunto de desenhos a pastel “de índole visceral, musical e futurista”.

Outra exposição chama-se “Pasado” e é assinada pelo artista mexicano Rodrigo Hernández, com objetos de diferentes épocas “que colocam em questão conceções lineares da história.

Há ainda “Quarto Blindado”, em que Fernão Cruz destrói e reconstrói memórias de infância por intermédio de uma instalação de grandes dimensões composta de figuras em papel maché e pinturas em tecido das ilustrações de F. D. Bedford para o livro “Peter and Wendy”.

Para ver também “Complexo Colosso”, que destaca o “Colosso de Pedralva”, um caso de arqueologia especulativa do norte de Portugal, com desdobramentos no imaginário português e galego, com a participação dos artistas Alisa Heil e André Sousa, Andreia Santana, Carla Filipe, Gareth Kennedy, Jorge Barbi, Jorge Satorre, Lola Lasurt, Nova Escultura Galega: Jorge Varela e Misha Bies Golas, Pedro G. Romero, Salgado Almeida e Taxio Ardanaz.

“Algumas exposições constituem-se também como remontagens porque dizem respeito ao trabalho artístico e curatorial a partir da coleção de José de Guimarães, ao exercício dos olhares, das ficções e das narrativas”, refere o comunicado.

Nestas, inclui-se “Mistérios do fogo”, uma exposição coletiva que apresenta, pela primeira vez no museu, um conjunto de cinquenta esculturas africanas sobre o tema da maternidade pertencentes à coleção de José de Guimarães, adquiridas a partir dos anos 80, na Europa.

À sua volta, estarão trabalhos de outros artistas, como os desenhos florais de Maria Amélia Coutinho, mãe de José de Guimarães, as histórias de emancipação das mulheres negras, no filme “Kbela” (2015), da cineasta brasileira Yasmin Thayná e, finalmente, o projeto “All My Independent Women”, de Carla Cruz, que incorporará novos capítulos, neste caso, pedaços da história das mulheres de Guimarães.

Uma outra proposta é “Sala das Máscaras convida”, em que Sarah Maldoror apresenta uma ideia de “cinema crítico” em diálogo com a coleção de máscaras africanas.

Já a exposição “Signos Sinais” é um breve capítulo da longa narrativa sobre o signo realizada por José de Guimarães.

Há ainda “Mitos… Non…Avesso”, uma pesquisa poética e crítica a partir do mito de D. Sebastião com a participação de trabalhos de Anna Franceschini, Horácio Frutuoso, José de Guimarães, Kiluanji Kia Henda e Manoel de Oliveira.

Estas novas exposições ficarão patentes até 05 setembro, com lotação limitada a 20 pessoas em simultâneo.

Também no dia 16, no Palácio Vila Flor, abre a exposição “Movimentos Bruxos”, com curadoria de Ivo Martins e autoria do grupo artístico que junta Carlos Lima (1970), Dora Vieira (1991) e João Alves (1983).

Trata-se de diferentes manifestações das suas entidades individuais sob a forma de pintura, colagem e escultura, assim como a sua fusão em peças desenvolvidas no conjunto.

“É na forma de instalações imersivas, cinéticas e cénicas, projetadas como uma expedição a fragmentos de realidades paralelas que amplificam e modelam os contornos absurdos e fantásticos da realidade quotidiana, exteriores às coordenadas geoespaciais padronizadas e que preservam o efeito hipnótico de uma beleza formal antiga, pré-digital”, remata o comunicado.

Para ver até 31 de julho, com lotação de 10 pessoas em simultâneo.

 





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