Fotografia: Nuno Cerqueira

Terras de Bouro com orçamento de 15,1 ME para 2021

Orçamento 2021.

Redação
29 Nov 2020

A câmara municipal de Terras de Bouro vai ter um orçamento de 15,1 milhões de euros para 2021, tendo como “prioridades o emprego, turismo, saúde e ação social” e com a oposição a fazer acusações de “eleitoralismo”.

Em declarações à Lusa, o presidente daquela autarquia do distrito de Braga, Manuel Tibo, apontou que aquele documento e o plano plurianual de investimentos, que vão hoje a votação para aprovação à Assembleia Municipal, contemplam “importantes projetos e investimentos” e salientou o aumento de 10 milhões para mais de 15 milhões de euros “ao longo do mandato”.

A oposição, PS e Terras de Bouro – o Nosso Partido absteve-se, com ambos os movimentos a acusar a maioria de apresentar um “orçamento eleitoralista” a pensar em 2021.

“A abstenção do PS foi por considerar que é um orçamento exagerado, eleitoralista e difícil de cumprir. Tem um elevado número de projetos, exagerado, e tememos pelo endividamento do concelho”, explicou à Lusa Luís Teixeira, vereador do PS.

No mesmo sentido é a análise do representante do Terras de Bouro – o Nosso Partido, Paulo Sousa: “Este orçamento segue a mesma linha dos anteriores, sem nada de extraordinário e não acrescenta nada. É um orçamento de campanha eleitoral”, referiu à Lusa.

Em resposta, em declarações à Lusa, o autarca refutou as acusações.

“É pena que o PS não tenha boa memória. O vereador Luis Teixeira foi vice-presidente oito anos e deve estar a esquecer-se do que prometeu porque algumas das obras apresentadas também foram defendidas por ele”, disse.

Manuel Tibo acusou ainda o PS de “em quatro anos de oposição não ter apresentado uma única proposta e ainda se abstêm”.

O autarca referiu que o Orçamento municipal para 2021 “espelha a dinâmica da câmara”.

“Apresentamos um vasto conjunto de obras que faremos com recurso a Fundos Comunitários já aprovados. Terras de Bouro é um concelho do interior, muita da nossa verba vai para os recursos humanos e temos que recorrer aqueles fundos. Este é um documento virado para o emprego, o turismo, a ação social e a saúde”, descreveu.

Tibo referiu ainda que a pandemia causada pelo novo coronavírus também “marca” o documento.

“Temos medidas de mitigação dos efeitos da pandemia, como não podia deixar de ser”, afirmou.

 





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