Fotografia: Avelino Lima

Luz nas ruas para dar alento à população e animar comércio e serviços num Natal que ficará na história

À falta de calor humano durante o período de confinamento, fica a iluminação que dá uma nova vida ao centro histórico da cidade, predominando este ano os tons dourados e vermelhos.

Rita Cunha
29 Nov 2020

Num ano completamente atípico, em que já foram cancelados eventos tão importantes para a população e para a dinamização económica do país, desde a Páscoa ao S. João, chega a época natalícia, uma das mais importantes do ano, e os esforços vão no sentido de minimizar ao máximo o impacto da pandemia de covid-19 sem colocar em causa a segurança de todos.

Nesse sentido, a Câmara Municipal de Braga, à semelhança de praticamente todas as autarquias do país, decidiu manter a iluminação de Natal nas principais artérias da cidade para lembrar a época, dar alento às pessoas e dinamizar o comércio e os demais serviços existentes, como a restauração, que atravessam momentos difíceis.

Com um orçamento abaixo do habitual, a rondar os 150 mil euros – no ano passado foram 176 mil euros, que ascenderam aos 300 mil contando o investimento feito na programação de “Braga é Natal” -, o município tem iluminadas, desde ontem, praticamente todas as ruas onde este brilho vem sendo habitual ano após ano, passando pelas ruas de S. Marcos, S. João do Souto, dos Chãos, Campo da Vinha e Largo Senhora-a-Branca, entre muitas outras. Ao todo, são 39 artérias, dois edifícios municipais, três rotundas e o Monte do Picoto.

Ao Diário do Minho, o presidente da Câmara Municipal de Braga disse tratar-se de um investimento importante, o qual «não coloca em causa outras iniciativas de solidariedade» que possam ocorrer. Para Ricardo Rio, esta aposta na iluminação do centro da cidade, acompanhada pela música ambiente – resultante de uma parceria com a Associação Comercial de Braga – durante a época natalícia trata-se, antes de mais, de um estímulo ao comércio e restauração locais, chamando as pessoas às ruas. «Há aqui um apoio claro aos estabelecimentos comerciais que, com esta dinâmica, conseguem ter mais clientes do que se ela não existisse», considerou.

Para além deste papel económico, o edil salientou um outro de carácter «imaterial» e que é «inquantificável»: «promover, junto da comunidade, o sentimento de partilha nesta altura do Natal».





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