Fotografia: Nuno Cerqueira

Duas mortes por violência doméstica no distrito de Braga

Dados UMAR.

Nuno Cerqueira
25 Nov 2020

São dados preliminares de 2020 do Observatório das Mulheres Assassinadas (OMA) da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) que dão conta de duas vítimas mortais no distrito de Braga desde o início do ano, assim como quatro tentativas feminicídio e uma de homicídio.

Os dados marcam o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, que hoje se marca em todo o mundo e que no distrito de Braga é lembrado com uma ação nas fachadas de 27 instituições de todo distrito: panos e faixas pretas em sinal de repúdio, luto e resistência pelas mulheres assassinadas.

«Cooperativas, escolas, universidades, municípios, bibliotecas, juntas, e livrarias vão-se manter durante uma semana com as faixas numa ação simbólica anual, até não ser preciso gritar: “Nem Uma a Menos!», afirma a UMAR.

Olhando ao contexto nacional, no relatório da OMA é possível verificar que foram assassinadas desde o dia 1 de janeiro deste ano 30 mulheres, dos quais 16 femicídios, e 43 tentativas de femicídio em relações de intimidade.

Dos assassinatos, 12 foram em contexto de relações familiares. A registar também os 21 filhos que ficaram órfãos, na sequência dos femicídios nas relações de intimidade (em alguns casos, crianças).

Ainda no relatório é possível perceber que apenas em junho ninguém morreu em resultado de violência doméstica no país, assim como os meses de julho e agosto (nove casos cada um) foram aqueles com a maior tentativas de femicídio e homicídio.

De destacar que no distrito de Viana do Castelo não se registou nenhuma morte em resultado de violência doméstica, assim como qualquer tentativa de femicídio ou homicídio.

Em igual período do ano passado, segundo dados do Governo, haviam morrido 25 mulheres adultas, uma criança e sete homens em resultado de violência doméstica.





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