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CEP diz que legalização da eutanásia é contrária a uma «sociedade mais humana»

D. José Ornelas critica «soluções facilitadoras e legalizadas».

Redação/Lusa/Ecclesia
11 Nov 2020

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Ornelas, abordou hoje o tema da eutanásia na abertura na Assembleia Plenária da CEP, que está a decorrer em Fátima, afirmando que a legalização é contrária a uma «sociedade mais humana».

O prelado criticou o que designou de «soluções facilitadoras e legalizadas», defendendo como alternativa a oferta de «condições e razões para viver».

«Não são as soluções facilitadoras e ‘legalizadas’ que ajudarão a criar uma sociedade mais humana. O que é preciso é acompanhar e oferecer condições e razões para viver», referiu D. José Ornelas.

Manifestando o seu «respeito profundo» pelo «drama de quem sofre», o presidente da CEP disse que não está «pronto para condenar ninguém pelas atitudes tomadas em consequência da dor, da falta de sentido, de condições e de esperança».

«O que essas pessoas precisam não é de mais condenação nem de estigmas», acrescentou.

A Assembleia da República “chumbou” em 23 de outubro um referendo sobre a morte medicamente assistida, ou eutanásia, apresentado através de uma iniciativa popular com mais de 95 mil assinaturas.
Com a rejeição do referendo, o processo legislativo da despenalização da morte medicamente assistida foi retomado, podendo ter votação final em dezembro.

No seu discurso, D. José Ornelas falou ainda da «preocupante situação de pandemia» no país e no mundo, um dos temas de que se ocuparão os bispos católicos portugueses na assembleia plenária. O bispo de Setúbal defendeu que esta crise provocada pela covid-19, que «paralisou e ainda continua a impedir dramaticamente o normal desenrolar das atividades da humanidade, requer atitudes e medidas de caráter sanitário, social, económico, cultural e espiritual».

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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