Fotografia: Miguel Viegas

Projetos transfronteiriços devem promover transição ecológica e digital

Interreg faz 30 anos.

Luísa Teresa Ribeiro
10 Nov 2020

Os projetos de cooperação transfronteiriça devem contribuir para a transição ecológica e digital a nível europeu. Este desígnio foi apontado ontem pela comissária Elisa Ferreira, na abertura do primeiro Fórum das Fronteiras, iniciativa que chega hoje ao fim.

A responsável pela pasta da Coesão e Reformas assinalou o 30.º aniversário do Interreg, acrónimo pelo qual é mais conhecida a Cooperação Territorial Europeia, que financia projetos transfronteiriços e interregionais.

«Quando o Interreg foi lançado, em 1990, o principal objetivo era apoiar as regiões de fronteira na implementação do mercado único. Desde então, construímos um instrumento que reúne pessoas de mais de 30 países – estados-membros e países vizinhos – para enfrentar todos os tipos de desafios que se põem às nossas fronteiras», referiu.

Elisa Ferreira considerou que a rede que foi criada é «verdadeiramente impressionante», com mais de 100 programas, envolvendo fronteiras terrestres e marítimas, estados-membros, parceiros em fase de pré-adesão e países vizinhos.

A comissária chamou a atenção para os meios financeiros, advertindo que, «com menos recursos disponíveis, é preciso estabelecer prioridades para as ações e apostar em projetos que vão mudar a vida nestas áreas no longo prazo.

«O Interreg deve promover a transição da Europa para uma economia verde e congratulo-me com o facto de a concentração temática prevista na nova legislação fornecer o quadro necessário. Mas também devemos ser mais digitais e inovadores. E a nova Ferramenta de Inovação Interregional vai ajudar-nos a atingir esse objetivo», afirmou.

A responsável prestou também homenagem aos Agrupamentos Europeus de Cooperação Territorial. «Quando apresentámos essa ideia, em 2006, havia entusiasmo, mas também ceticismo. Hoje, temos cerca de 80 agrupamentos de sucesso – alguns dos quais desempenharam um papel fundamental para combater a crise de Covid-19. Os Agrupamentos constituem um importante pilar da cooperação transfronteiriça», declarou.

Os trabalhos do Fórum das Fronteiras podem ser acompanhados online.





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