Fotografia: Direcção-Geral de Saúde

DGS adverte que refeições fora do núcleo familiar são “um momento de alto risco” para o contágio

Sobre a realização de testes em massa em escolas, lares ou em prisões, a diretora-geral da Saúde afirmou que “não há uma regra única e básica de quando determinar o número de testes ou fazer-se testes em massa” nestes locais.

Redação / Lusa
9 Nov 2020

A diretora-geral da Saúde advertiu hoje que as refeições fora do núcleo familiar básico são “um momento de alto risco” para o contágio com covid-19, lembrando que cerca de 70% dos casos ocorrem em convívios familiares ou sociais.

Neste momento, as estimativas apontam para que “cerca de 68% a 70% dos casos ocorrem através de convívio familiar ou de convívio social”, afirmou Graça Freitas na conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

Graça Freitas chamou a atenção para “um momento extremamente crítico” dos convívios familiares ou sociais, que são as refeições onde há partilha de bebidas e comida.

“É um momento de grande descontração, de grande proximidade e obviamente, não estamos a usar máscara e, portanto, é um momento crítico para o contágio”, salientou.

Por isso, deixou um apelo para que as pessoas façam as refeições apenas com o seu núcleo familiar básico, que vive junto na mesma casa: “seria o ideal”.

Questionada sobre a abertura dos supermercados e mercearias durante todo o dia durante o estado de emergência poder gerar alguns ajuntamentos, Graça Freitas afirmou que o que se tem observado ao longo dos meses de pandemia é que “continua a haver restrições na entrada nos supermercados”.

“Há filas muitas vezes e as pessoas habituam-se rapidamente a perceber em que horas é que devem ir, veem se há mais ou menos gente e de um modo geral nós temos tido uma frequência dos supermercados e das lojas e do comércio em geral bastante ordeira”, comentou.

Portanto, sustentou, tirando um período de adaptação que poderá haver nos próximos dias, haverá depois “uma aprendizagem muito rápida”.

“Faremos o que temos feito nestes últimos meses em que já não entramos num supermercado sem estar numa fila. Já nos habituamos a isso e já o fazemos com naturalidade”.





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