Fotografia: Avelino Lima

Soldados recrutas não esconderam emoção na sua primeira cerimónia militar pública

Dez dos 22 elementos que ingressaram no 8.º curso de formação comum de praças do exército cumpriram com êxito a instrução.

Rita Cunha
6 Nov 2020

O momento vivido esta manhã no Regimento de Cavalaria N.º 6 (RC6) foi de emoção, que estava espelhada no rosto dos dez soldados recrutas que ontem participaram, pela primeira vez, numa cerimónia militar pública: o juramento de bandeira que representa a conclusão, com êxito, do 8.º Curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército.

A 21 de setembro entraram 22 jovens, mas apenas dez chegaram até ao fim: oito rapazes e duas raparigas, as únicas candidatas do sexo feminino, o que significa que «a taxa de desistência para a camada feminina é de zero por cento», explicou o 2.º comandante do Esquadrão de Formação, o tenente de cavalaria Hugo Oliveira.

Desde o início da pandemia de covid-19 que o RC6 tem vindo a adotar um esquema de divisão de recrutas, diminuindo assim o número por cada formação. A prática irá manter-se, sendo que este foi já o 4.º juramento de bandeira do corrente ano.

Depois desta formação, segue-se uma outra complementar até dezembro, para a qual os soldados dizem estar motivados.

Para além de alguns familiares – em número restrito face à pandemia de covid-19 -, a cerimónia contou com a presença de elementos do Exército, entre eles o brigadeiro-geral João Carlos Cabral de Almeida que enalteceu a postura dos novos soldados: «o compromisso que hoje vocês assumem para com a nossa pátria, o de servir Portugal e os portugueses, é revelador de um carácter firme pela adoção voluntária de um conjunto de deveres e valores e pela adoção de uma cultura organizacional em que Portugal deverá ser sempre a primeira prioridade». «Enalteço o vosso ato», sublinhou.





Notícias relacionadas


Scroll Up