Fotografia: DR

Padre João Torres propõe «fotos dos entes falecidos no altar em vez de idas ao cemitério»

Covid-19.

Nuno Cerqueira
30 Out 2020

Face às restrições de circulação e visitação aos cemitérios no dia de “Todos os Santos e Fiéis Defuntos”, o padre João Torres, que tem a seu cargo as paróquias de Priscos, Tadim e Guisande, freguesias do concelho de Braga, lançou, em forma de apelo, aos paroquianos para que levem para a celebração das missas uma fotografia dos seus entes queridos falecidos.

«Os retratos serão colocados no altar e permanecerão na igreja até ao final do mês», diz o pároco, também conhecido pelo envolvimento da realização do Presépio Vivo de Priscos.

«A falta que um rosto nos faz», lê-se na página do facebook pessoal do pároco, que explica o gesto pretende homenagear «aqueles e aquelas que vivem nos nossos corações para sempre».

«Desde os primeiros tempos do cristianismo fundou-se a convicção de que os vivos devem rezar pelos mortos. No momento de morrer, Santa Mónica, mãe de Santo Agostinho, pediu ao seu filho para se recordar dela “no altar do Senhor, onde quer que estiveres”», afirma.

O padre João Torre diz ainda que «viver na memória dos nossos ente queridos não deve ser considerado como evocação mortífera e deprimente».

«É, ao contrário, um verdadeiro testemunho de fé na ressurreição e na vida eterna. Para o Papa Francisco, a comemoração de todos os fiéis defuntos oferece uma dupla evocação: “A memória do passado, dos nossos entes queridos que já se foram; e a memória do porvir, do caminho que nós havemos de percorrer. Com a certeza, a segurança; aquela certeza que saiu dos lábios de Jesus: “Eu ressuscitá-lo-ei no último dia”», afirma o pároco.





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