Fotografia: Nuno Cerqueira

Barcelos tem défice ecológico mas Câmara quer inverter

Ambiente.

Nuno Cerqueira
20 Out 2020

A CÂmara de Barcelos (CMB), em conjunto com a Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável, Universidade de Aveiro e Global Footprint Network, apresentaram hoje os primeiros dados do projeto “tamanho da pegada ecológica”.

De acordo com os dados, há um défice ecológico, ou seja, são consumidos mais recursos do que aqueles que o município tem.

Alimentação e mobilidade são o lado negro desta pegada que coloca cada cidadão barcelense com 3,25 hectares globais (gha) por pessoa, enquanto a biocapacidade é de 0,63.

Mesmo assim Barcelos está abaixo 21% da média nacional, que é de 4,10 gha por pessoa.

De acordo com os dados, 27% deste rasto ecológico estão nos alimentos e bebidas não alcoólicas, seguindo-se a mobilidade, com os transportes a serem responsáveis por 17% da pegada.

Dentro da pegada da alimentação há um dado curioso, pois ao contrário do que se podia pensar, o peixe é o bem alimentar mais consumido pelos barcelenses, contribuindo assim com um pegada ecológica pouco simpática, representando 26% da alimentação, seguido da carne com 24% e pão e cereais com 12%.

Apesar do território apresentar uma elevada mancha florestal, a pressão colocada ao nível do CO2 é de 57%, com a segunda maior pressão a ser exercida na área de cultivo com 20%.

É no dia 4 de julho que os barcelenses esgotam a capacidade de sustentabilidade, sendo mesmo preciso dos “planetas terras” para satisfazer o consumo de um ano.

O edil Costa Gomes afirmou que «o impacto é negativo» e que esta identificação «vai permitir ter uma visão diferente do território».

«Vai permitir uma melhor gestão ambiental do território, de forma saudável e amiga do ambiente », frisou o presidente da CMB, que avança agora para o segundo passo do projeto que é a instalação de uma calculadora ambiental no Município de Barcelos.





Notícias relacionadas


Scroll Up