Fotografia: DR

Cinco das dez extensões de saúde do concelho reabrem na próxima semana

Afirmou hoje o vereador da Câmara de Viana do Castelo, Ricardo Rego.

Redação/Lusa
14 Out 2020

Cinco das dez extensões de saúde do concelho de Viana do Castelo vão reabrir durante a próxima semana e, para as restantes, estão a ser encontradas “soluções estruturais” para retomar o atendimento aos utentes, revelou hoje a autarquia.

“Na próxima semana, temos a previsão de abertura das extensões de saúde de Vila Franca, Chafé, Castelo de Neiva, Geraz do Lima e Lanheses. Foram detetadas outras extensões que não têm condições estruturais para reabrir e estamos a resolver essa situação, nomeadamente em Alvarães, Meadela, Afife, Carreço e Vila Nova de Anha”, afirmou hoje o vereador da Câmara de Viana do Castelo com o pelouro da promoção da saúde, Ricardo Rego.

O responsável, que falava em conferência de imprensa, referiu que “a diretora dos serviços de saúde primários manifestou sempre o carácter estratégico da reabertura das extensões”, nomeadamente por tal permitir evitar “a pressão sobre os três centros de saúde do concelho, situados no centro da cidade, e nas vilas de Barroselas e Darque”.

De acordo com o vereador, a reabertura das extensões de saúde de Alvarães, Meadela, Afife, Carreço e Vila Nova de Anha ocorrerá “forma gradual”.

Ricardo Rego admite que poderá ainda “demorar algum tempo” até estarem criadas as condições para reiniciarem a atividade, cumprindo as orientações do Ministério da Saúde e da Direção Geral da Saúde (DGS).

O vereador apontou o caso da extensão de saúde da vila de Alvarães, na margem esquerda do rio Lima, que “teve de ser relocalizada por falta de condições estruturais do espaço que ocupava”.

A extensão de Alvarães foi transferida para uma “estrutura móvel”, atualmente em fase de instalação.

“É uma estrutura provisória, móvel, que será dotada de circuitos de entrada e saída, dois gabinetes médicos, dois de enfermagem, uma sala de tratamento, duas salas de apoio e uma área administrativa. Estamos a falar de condições adequadas, porque vai servir uma área com muita população”, especificou.

O vereador acrescentou que, nas restantes extensões, a Câmara, em parceria com as Juntas e Uniões de Freguesia, “está a tentar encontrar soluções para que o serviço possa ser assegurado com a celeridade possível”.

Ricardo Rego disse que a abertura faseada das extensões de saúde resulta de um protocolo estabelecido entre a Câmara e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), com o envolvimento das Juntas.

“Ajudámos a ULSAM, do ponto de vista operacional, verificando lacunas ou dificuldades que existiam para reabrir estas unidades e estamos a supri-las, nomeadamente no âmbito dos recursos humanos, com recrutamento e a alocação de assistentes operacionais, em parceira com as Juntas de Freguesia”, referiu.

No âmbito do protocolo, compete à ULSAM “garantir a atividade de prestação de cuidados de forma ininterrupta das extensões de saúde” e dotá-las “de recursos humanos específicos”.

Nas localidades onde não estejam asseguradas condições estruturais nos edifícios existentes, o município, em parceria com as Juntas e Uniões de Freguesia, está a tentar encontrar soluções para que o serviço possa ser assegurado.

No encontro com os jornalistas, realizado na unidade de retaguarda instalada no centro cultural da cidade, ativa pelo menos até final de novembro, Ricardo Rego apresentou ainda o programa de vacinação contra a gripe sazonal, que vai começar na próxima segunda-feira, nas Juntas de Freguesia.

O objetivo é “aliviar a pressão sobre os três centros de saúde do concelho”.





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