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Santuário de Fátima com quebra de receitas de 50,6%

O Santuário de Fátima registou uma quebra de receitas de 50,6% até setembro e rescindiu amigavelmente contrato com 14 trabalhadores, devido à pandemia de covid-19, disse hoje o reitor Carlos Cabecinhas. Em conferência de imprensa, Carlos Cabecinhas avançou que “até ao final de setembro, o santuário teve uma quebra de receitas de 50,6% e a […]

Redação
12 Out 2020

O Santuário de Fátima registou uma quebra de receitas de 50,6% até setembro e rescindiu amigavelmente contrato com 14 trabalhadores, devido à pandemia de covid-19, disse hoje o reitor Carlos Cabecinhas.

Em conferência de imprensa, Carlos Cabecinhas avançou que “até ao final de setembro, o santuário teve uma quebra de receitas de 50,6% e a quebra dos donativos, neste mesmo período, foi de 46,9%”.

“Sem peregrinos, obviamente que perdemos também receita e, no final deste ano, teremos certamente um resultado negativo”, frisou.

Segundo o reitor do Santuário de Fátima, “o ano de 2020 tem sido um dos mais difíceis, sem peregrinos e com uma diminuição drástica do fluxo de trabalho”.

“Este ano, entre março e agosto, tivemos o cancelamento de 436 grupos que estavam inscritos. Entre outubro e novembro, temos apenas 97 grupos inscritos”, lamentou, lembrando que, no ano passado, só em outubro, houve 733 grupos inscritos.

Com a consciência de que os recursos não são inesgotáveis, o Santuário de Fátima avançou com um plano de reestruturação, que “está em marcha desde meados do ano” e culminou em “14 acordos amigáveis de rescisão”, segundo Carlos Cabecinhas.

“Para evitarmos despedimentos, tivemos de equacionar ajustamentos e isto levou a que procurássemos soluções para salvaguarda da instituição, mas tendo sempre um horizonte de responsabilidade social”, garantiu.

Também o bispo da diocese de Leiria-Fátima, António Marto, recusou falar em despedimentos.

“Não houve nenhum plano para fazer despedimentos, houve um plano de reestruturação para uma gestão rigorosa em tempos de emergência”, garantiu o cardeal aos jornalistas.

De acordo com Carlos Cabecinhas, “os acordos amigáveis surgiram sempre por iniciativa dos próprios colaboradores”.

“Fizemos primeiro reuniões com grupos, para que ninguém se sentisse diretamente pressionado, e foi sempre o próprio o colaborador a ter de manifestar-nos o desejo a aderir, ou não, a esta proposta”, contou.

Ao longo do ano, o Santuário de Fátima registou também “a passagem de quatro funcionários à reforma, 15 demissões por iniciativa do trabalhador e 18 não renovações de contratos a prazo a termo certo”, parte das quais de estudantes que trabalhavam a tempo parcial.

O reitor reconheceu que são “tempos difíceis para todos” e que a falta de peregrinos afeta não só o santuário, mas “toda a vida da cidade de Fátima e suas imediações”.

“Temos procurado estar atentos às situações de carência e aumentámos em 60% os apoios sociais a pessoas e famílias”, referiu.

Estes apoios e outros a instituições de solidariedade social “totalizam cerca de 800 mil euros”, número que não inclui os apoios que o santuário dá à Igreja em Portugal, acrescentou.





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