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Distrito de Braga concentra 9,6% dos acidentes em Portugal

Dados ANSR.

Lusa / NC
30 Set 2020

Há menos acidentes, mortos e feridos nos primeiros oito meses do ano segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). O distrito de Braga, segundo a mesma entidade, concentra 9,6% dos acidentes a nível nacional.

No relatório da ANSR, publica hoje, os primeiros oito meses do ano indicam que no período em análise em comparação com 2019 se registaram menos 6267 acidentes com vítimas (-27%), menos 58 vítimas mortais (-18,5%), menos 334 feridos graves (-21,7%) e menos 8484 feridos leves (-30,1%).

De janeiro a agosto foram registados 16941 acidentes com vítimas no continente, dos quais resultaram 255 óbitos ocorridos no local do acidente ou durante o transporte até à unidade de saúde, 1202 feridos graves e 19733 feridos leves.

Segundo o documento, no período em análise, 64,4% do total dos acidentes registaram-se em cinco distritos: Lisboa (21,0%), Porto (17,8%), Braga (9,6%), Aveiro (8,2%) e Setúbal (7,8%).

Mais de metade das vítimas mortais (51,3%) registaram-se na rede rodoviária sob responsabilidade da Infraestruturas de Portugal (39,2%), Ascendi (5,1%), Brisa (3,9%) e Câmara Municipal de Lisboa (3,1%).

O relatório dá conta ainda que a colisão foi a natureza de acidente mais frequente (51,2%) com o maior número de feridos tanto graves como ligeiros, apesar do maior número de mortes ter decorrido de despistes (47,1%).

Segundo a ANSR, face ao período homólogo, os despistes ocorridos nos primeiros oito meses do ano, provocaram menos 28 vítimas mortais (-18,9%) e 85 feridos graves (-14,6%).

“Nos atropelamentos registaram-se menos duas vítimas mortais (-4,7%) e menos 112 feridos graves (-40,0%) e nas colisões observou-se uma diminuição de 28 vítimas mortais (-23,0%) e 137 feridos graves (-20,4%)”, indica o relatório.

Quanto ao tipo de via, a maioria dos acidentes com vítimas ocorreram em arruamentos (63,1% dos acidentes, 34,9% dos mortos, 44,3% dos feridos graves e 61,1% feridos leves) e o maior decréscimo de mortos registou-se nas estradas nacionais (-15) e o de feridos graves em arruamentos (-188) face ao mesmo período de 2019.

O relatório indica ainda que 65,9% das vítimas mortais eram condutores, 16,9% passageiros e 17,3% peões e, comparativamente com o período homólogo de 2019.

No caso dos feridos graves, a proporção de condutores foi superior (68,7%), enquanto a de passageiros aumentou para 17,2% e de peões diminuiu para 14,1%. Em comparação com igual período do ano passado, houve menos 21,9% dos condutores mortos e menos 42,1% de peões gravemente feridos.

Quanto aos veículos que tiveram envolvidos em acidentes, os automóveis ligeiros foram a maioria (74,4%).

Na área da fiscalização, o relatório refere que foram fiscalizados mais de 75,8 milhões de veículos entre janeiro e agosto, o que significa um aumento de 31% em comparação com o período homólogo de 2019, devido ao acréscimo de 37,2% dos sistemas de radares da ANSR e de 39,4% dos radares da Polícia Municipal de Lisboa.

Nestas ações foram detetadas mais de 844 mil infrações, o que representou uma redução de 1,8% face ao ano anterior, sendo o excesso de velocidade (63,9% das vezes) a contraordenação mais registada.

O documento salienta igualmente que foram fiscalizados cerca de 64,6 milhões de veículos entre janeiro e julho, um aumento de 28,1% em comparação com igual período de 2019, devido ao acréscimo de 34,4% dos sistemas de radares da ANSR e de 44,8% dos radares da Polícia Municipal de Lisboa.

Segundo a ANSR, nestas ações foram detetadas mais de 728 mil infrações, o que representou uma redução de 0,4% face ao ano anterior, sendo o excesso de velocidade a contraordenação mais registada, com 63,9% do total.





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