Fotografia: Nuno Gonçalves/UMinho

Carlos Abelairas distinguido pela sua «inspiradora» carreira no estudo da cultura jacobina

O prémio foi entregue no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Minho, em Braga.

Rita Cunha
21 Set 2020

Inspiradora e excecional. Assim foi considerada pelo reitor da Universidade do Minho a longa e profícua carreira do professor catedrático e musicólogo Carlos Villanueva Abelairas, ontem distinguido com o XXIV Prémio Internacional Grupo Compostela – Xunta de Galicia.

A cerimónia de entrega do prémio – uma medalha de ouro em forma de concha, imagem do Grupo Compostela, inspirada na simbologia da peregrinação a Santiago de Compostela, assim como um valor pecuniário – decorreu no Salão Nobre da Reitoria da academia minhota, em Braga, em circunstâncias diferentes do habitual face à situação de pandemia que o mundo atravessa. Para Rui Vieira de Castro, o momento revestiu-se de uma dupla essência: «por um lado, com alguns de nós fisicamente presentes e outros à distância».

«Isto previne a interação social à qual estamos habituados nestes momentos, mas não nos impede de continuarmos a celebrar aquelas pessoas cujas carreiras excecionais são exemplos inspiradores para todos nós, como é o caso do professor Villanueva», disse, considerando ser «uma grande honra» testemunhar um «momento tão importante».

Carlos Villanueva Abelairas nasceu em 1949 e é licenciado em História pela Universidade de Santiago de Compostela, onde é professor desde 1989 e catedrático a partir de 2000. As suas principais linhas de investigação centram-se na interpretação de música antiga e instrumentos medievais e, posteriormente, na crítica musical, música espanhola e latino-americana do século XX, música e exilados, bem como música e identidades.

Na hora de receber o prémio, o musicólogo agradeceu ao Grupo Compostela e ao Governo galego pela distinção da qual destacou, desde logo, «a nobreza da mensagem»: «buscar propostas que nos permitem progredir num espírito de concórdia». «As vozes conjuntas de 71 universidades de todo o mundo, tendo como pano de fundo as virtudes de uma peregrinação intelectual e o que a peregrinação a Santiago representou e transmitiu historicamente são a melhor garantia de um amplo horizonte e de claros objetivos», disse.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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