Fotografia: Jorge Oliveira

Cristãos desafiados a combater as «violações» da dignidade humana

Arcebispo de Braga lembrou, na peregrinação ao santuário da Senhora do Alívio, que o coronavírus não é a única doença na sociedade.

Jorge Oliveira
20 Set 2020

O Arcebispo de Braga convidou ontem os cristãos, na missa conclusiva da peregrinação ao santuário da Senhora do Alívio, em Soutelo, Vila Verde, a tomarem ações concretas pelo respeito da dignidade de cada ser humano, em verdadeiro serviço de igreja sinodal e samaritana.

Na missa campal celebrada no recinto arborizado do santuário, em cumprimento das regras recomendadas pelas autoridades de saúde para mitigação da propagação da Covid-19, D. Jorge Ortiga disse que ninguém, neste tempo da «indiferença e do individualismo», se pode excluir do dever de construir uma sociedade «mais justa e mais humana».
«Se trabalhamos e devemos comprometer-nos responsavelmente na eliminação de um vírus invisível, também deveríamos ser impelidos para de modo sério, ativo, comprometido, eliminar a indiferença perante as violações da dignidade humana», realçou.

Nesse sentido, o prelado propôs «ações muito concretas» de compaixão pelos outros, de solidariedade e de respeito pela pessoa, independentemente da sua condição social, económica ou outra. E na linha do que vem solicitando o Papa Francisco, o Arcebispo de Braga pediu também a promoção de ações pelo «cuidado e salvaguarda» da natureza, a «nossa Casa Comum».

«O coronavírus não é a única doença a combater. Ele trouxe à luz patologias sociais muito variadas e complexas e é para esse trabalho que o Senhor nos convida», assinalou.

O Arciprestado de Vila Verde peregrinou ontem ao santuário de Nossa Senhora do Alívio sem as habituais procissões com os movimentos paroquiais e peregrinos a partir de Soutelo e de Vila Verde por causa da pandemia de Covid-19. Mesmo assim, manteve-se a tradição da celebração da Eucaristia campal no recinto do santuário, presidida pelo Arcebispo de Braga, mas com lugares sentados limitados a cerca de 300 pessoas.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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