Espaço do Diário do Minho

Massacres de Cabo Delgado em Moçambique: Portugal tem que intervir mais

4 Set 2020
Gonçalo S. de Mello Bandeira

Obrigado a todos os que já alertaram. Não faltam para aí egoístas a quem estes temas não interessam. Só têm interesse se lhes pagarem bem, ou se lhes derem o nome duma rua ou um busto (mesmo que passado uns anos desapareçam). Nem que seja fazerem umas leis para países onde são torturadas e assassinadas pessoas todas as semanas. Não faltam para aí corruptos que perante colegas não hesitam em usar a corrupção da linguagem, dos actos e dos factos, para terem a lata de dizer que este texto é mais eficaz do que aquele. Mas sem qualquer fundamentação de qualidade ou quantidade! Este texto é então para ti também que já vendeste a alma ao diabo há muito tempo e nem te apercebeste disso. Já te viste bem ao espelho? É nestas situações que Portugal deverá provar a nível mundial – económico, social, político, cultural e mental e por isso também académico: não escrevendo apenas textos e fazendo trabalhos que ninguém vê ou quer saber numa carreira hermética totalmente estéril e vaidosa – o seu multiculturalismo universal anti-racista e tolerante com todas as cores de pele e etnias. Ou não tivesse o Grande Eusébio nascido aí, entre outros grandes. 8 vezes maior que Portugal em termos de território terrestre, e com uma população de mais de 27 milhões de habitantes, Moçambique é um país irmão de Portugal: o Português é a Mátria. Se necessário, Portugal deveria intervir militarmente na região, desde que com o acordo prévio das Autoridades de Moçambique. Haveria com certeza voluntários que pudessem ajudar a evitar mais massacres de crianças, mulheres e homens inocentes em Moçambique. E como os ataques também são racistas contra o Povo Moçambicano e suas Etnias, já estamos a ver montes de voluntários de associações anti-racistas a se deslocarem também para Moçambique! – Em 9/6/20, referia o Jornal Público: “Cabo Delgado: ONG acusa Governo de Moçambique de ‘silêncio perturbador’ sobre morte de 52 pessoas”. Em Fevereiro de 2020, dizia-nos já a Grande Renascença, preocupada: “Ataques jihadistas já fizeram pelo menos 500 mortos em Moçambique / O bispo da diocese de Pemba fala em “tragédia” e fontes da Renascença no país dizem que a situação em Cabo Delgado está fora de controlo”. O Senhor Bispo Luiz Fernando Lisboa, de origem Brasileira, ou o Rio de Janeiro já não tivesse sido a Capital de Portugal, tem feito um trabalho de profunda coragem e alerta do mundo. Recebeu um telefonema do próprio Papa Francisco! Só falta mesmo telefonar aos Bispos e Padres de Hong-Kong e outros locais da China e teremos um Papa completo e Universal. Em 19/8/20, relatava o Jornal Observador: “Ataques em Moçambique. Papa Francisco manifesta ‘muita preocupação’ com violência armada em Cabo Delgado”. Como cristão, agradeço a sua preocupação. O Instituto Humanitas UNISINOS, Universidade Brasileira ligada à Companhia de Jesus, diz-nos: “Algumas mortes que ocorreram estão sendo associadas a não adesão à proposta religiosa do estado islâmico. Logo que possível, deveremos esclarecer o ataque à comunidade de Xitaxi. Nesta comunidade, a 8 de abril, houve um massacre de 52 jovens. Afirma-se que estes jovens se recusaram aceitar as propostas dos terroristas, de entrarem em suas fileiras. Também aconteceu a violação e profanação de diversos templos católicos. No entanto, é preciso prudência para afirmar que os ataques têm como objetivo a implantação do estado islâmico nesta região”, escreve Pe. Edegard Silva Júnior, missionário saletino brasileiro, trabalha na Missão de Muidumbe na Diocese de Pemba, Moçambique”. Enfim, sejam quais forem as razões – também apontadas como interesses económicos de outros países – o que está a acontecer em Cabo Delgado é intolerável e não pode ser “não-académico” como tantos outros temas que aqueles que se acham “grandes académicos” desprezam e mais do que isso: prejudicam os colegas que por isso se interessam, pois no fundo, bem lá no fundo, têm medo da sua própria sombra.



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