Vídeo: Nuno Cerqueira

Covid-19.

Nuno Cerqueira
3 Setembro 2020

O presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira, disse hoje a este jornal que acredita que até ao dia 30 de setembro as unidades de saúde de Apúlia, Belinho e Forjães, vão ser reabertas depois de resolvidos os impedimentos causados pela necessidade de obras e, essencialmente, recursos humanos.

Em declarações a este jornal, o edil esposendense frisou que ainda estão fechadas por «não serem capazes de responder às medidas impostas pela Direção-Geral de Saúde para reabrirem».

«Há uma componente de recursos humanos que não depende da câmara (…). Para além de algumas pessoas que se foram reformando, é o ciclo normal, temos também outras exigências que não existiam no passado, nomeadamente assistentes operacionais», explicou o autarca.

A título de exemplo referiu que  «sempre que entra um utente, não pode entrar outro sem que seja desinfetado o local e isso não vai ser feito pelo médico ou enfermeiro, tem que ser feito por um assistente operacional mas em permanência no espaço», referiu.

Benjamim Pereira disse mesmo que se antes da pandemia já havia dificuldades de recursos humanos, agora essas são mais notórias ao ponte de não conseguirem abrir as unidades de saúde referidas.

«É quase com um nível de certeza de 99% que eles vão reabrir até ao final de setembro. Estamos a acompanhar o processo de muito perto», disse.

No entanto o vereador de oposição da Juntos Pela Nossa Terra (JPNT), Rui Pereira, não está assim tão otimista.

«Continuamos com muitas dúvidas em relação a este tema. A Câmara não pode dizer que não tem competências e depois define prazos de abertura», apontou Rui Pereira, afirmando «ou tem competências e ganha essa capacidade ou que está aqui a fazer é atirar areia para os olhos das pessoas».

«Nós queremos que as unidades de saúde abram o mais rapidamente possível, pois o que vemos, por exemplo, em frente ao Centro de Saúde de Esposende é degradante», apontou o vereador.


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