Solteiras, casadas e viúvas andaram “aos vasos” em Negreiros

Nuno Cerqueira 30 Ago 2020

Este ano em Negreiros não houve “Cortejo dos Vasos”, uma tradição com quase um século de história e que leva todos os anos, na festa em louvor de Santa Justa, raparigas solteiras ao adro da Igreja Paroquial, com um vaso na cabeça.

No entanto a pandemia trocou as voltas. No sentido de manter o povo feliz, os festeiros e Guilhermina Guimarães, atual autarca da UF de Negreiros e Chavão, decidiram lançar o desafio a todas as mulheres, solteiras e casadas ou viúvas, de virem trajadas à missa.

«Uma forma diferente de marcar este ano esta tradição. Muitas mulheres têm os trajes nas suas casas, pois o cortejo é para as solteiras. Assim, desta forma e tendo em conta as contingências da pandemia, lançamos há uma semana esse desafio nas redes sociais», disse Guilhermina Guimarães, também ela vestida a rigor.

No final houve uma entrega de vasos a todas, que, à vez, foram ao cemitério depositar o vaso nas campas dos seus entes queridos.

Os festeiros, esses, vão continuar e em 2021 prometeu festa de arromba. «Se a pandemia deixar», diz Joaquim Furtado, da comissão da festa.

O “Cortejo dos Vasos” terá tido início entre os anos 20 e 30 do século passado. Daí que a junta está empenhada em criar um livro, que consiga decifrar os tempos dos primeiros cortejos, ao mesmo tempo que pensa criar “as madrinhas” das “solteiras” de forma a que os trajes não ganhem mofo em casa só porque já não é solteira.

 


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