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Bragacine: Marca de Referência Cultural

26 Ago 2020
Artur Barros Moreira

O Bragacine – Festival Internacional de Cinema Independente de Braga, 1.º festival com a temática de Cinema Independente em Portugal, com 30.221 visitantes no seu site (bragacineindependente.com), mais de 42.000 espectadores ao longo de 17 edições e 16 anos, é organizado pelo CINE.UM – Cineclube da Universidade do Minho e reconhecido pelo ICA como um dos melhores festivais de Portugal.

O 18.º Bragacine, que se vai realizar nos Cinemas NOS Braga Parque, de 21 a 22 de Novembro de 2020 e ou ainda online, vai receber os Oscares Portugueses: Prémios Sophia, o mais alto galardão do cinema português.

A Academia Portuguesa de Cinema reconhece o Bragacine, como um dos mais antigos e importantes festivais internacionais de cinema de Portugal.

O Bragacine saiu na revista Empire, a revista americana mais importante e prestigiada do cinema mundial.

O festival deu origem aos Filmes de Culto, ao Cinema Almofada na ex-Videoteca Municipal de Braga, iniciámos as sessões cinematográficas do Theatro Circo, com lotações esgotadas. O CINE.UM surgiu há 22 anos, a 14 de Dezembro de 1998, sendo o cineclube mais antigo de Braga em exercício, com uma jornada alusiva à história do cinema, com Louis Morneau, realizador de Retroactive, com James Belushi, André de Oliveira e Sousa, Presidente da Federação Portuguesa de Cineclubes, e o saudoso José Vieira Marques, Diretor do Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz, e Artur Barros Moreira, fundador e Presidente do CINE.UM, diretor do Bragacine e Filmoteca – Museu do Filme. Iniciámos também os preços acessíveis às segundas-feiras, chegando o certame a ser nomeado para os Galardões da Nossa Terra como melhor evento, no ano de 2019.

Fomos os primeiros a homenagear com o prémio Augusta, personalidades como Manoel de Oliveira, Joaquim de Almeida, Nicolau Breyner, Lúcia Moniz, Lauro António, São José Correia, Vítor Norte, Dalila Carmo, Inês Castel Branco, Lydia Wilson, atriz de Star Trek Beyond, Julian Richards, argumentista de Steven Spielberg e realizador de Last Horror Movie, Julian Grants, realizador de Robocop, John Hough, realizador da Ilha do Tesouro com Orson Wells, Colin Arthur – diretor de efeitos visuais de 2001 Odisseia no Espaço de Stanley Kubrick e Conan, o Bárbaro com Arnold Swarzeneger,Anne Bergfeld atriz de Finale, convidada para representar no próximo filme de Star Wars, todos estiveram presentes no Bragacine, ao longo das 17 edições.

A 17.ª edição do Bragacine decorreu nos Cinemas NOS BragaParque, em Novembro de 2019. Abrimos com 188 espectadores e encerrámos com lotação esgotada (220 espectadores) e durante 2 dias tivemos mais de 4000 espectadores.

A cultura não poderia, nem deveria ser avaliada em termos quantitativos (ex.: número de espectadores) – avaliação destrutiva, mas em termos qualitativos – avaliação construtiva, sendo este o acervo de qualquer evento cultural e seguido pelos padrões do Theatro Circo, sendo esta ainda a definição de cultura: significa o complexo, que inclui o conhecimento, a arte (ex.: no caso, a 7.ª arte), vulgarmente denominada cinema, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões do ser humano, adquiridos em família, mas também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro. Um pouco também como o momento em que vivemos, o COVID-19.

O Bragacine sempre fomentou e promoveu o empreendedorismo: 5 realizadores nacionais e estrangeiros querem filmar em Braga.

Fundámos a Filmoteca – Museu do Filme, sediada na Junta de Freguesia de Maximinos, com uma exposição alusiva à história do cinema, cujo horário de atendimento se realiza às quartas-feiras das 15:30 às 18:00.

Pretendemos criar uma BragaFilm Comission, que irá atrair e captar realizadores para filmar em Braga, representando um investimento financeiro de centenas de milhares de euros em Braga.

Produzimos curtas-metragens: Ela de Julian Grant, rodada no Bom Jesus de Braga, Campeões Olímpicos Portugueses e Ponte Atlântico de José Carlos de Oliveira, todos projetados na RTP, festival internacional de cinema de Ourense e San Sebastian, com quem temos parceria.

No Verão vamos produzir uma longa-metragem no norte da Inglaterra.

O Bragacine é já uma Marca de Braga, Braga tem sido uma cidade de desporto, Cidade Europeia de Desporto e também Cidade Europeia da Juventude, mas a partir da existência de uma Universidade como a do Minho, com a emergência dos grupos culturais, académicos e não só, temos de começar a ver Braga como uma cidade cultural, até porque 2027 – Braga Capital da Cultura já não está tão longe.

Nas palavras imortais de Winston Churchill: “A democracia serve para que a Cultura possa existir”.



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