Fotografia: DR

Voluntariado junta no distrito uma centena de jovens pela defesa da natureza

No distrito de Braga.

Rita Cunha
25 Ago 2020

Cerca de uma centena de jovens do distrito de Braga estão atualmente envolvidos no Programa de Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas organizado pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) com a missão de sensibilizar as populações, prevenir contra os incêndios florestais e outras catástrofes com impacto ambiental, bem como monitorizar e recuperar territórios afetados.

Um número que só não é superior devido à inexistência de mais apoios e ao envolvimento de mais associações, já que a procura é muita e não para de aumentar.

Em declarações ao Diário do Minho, o diretor regional do IPDJ explicou que o programa decorre entre os meses de abril e novembro, participando os jovens em turnos, por norma de 15 dias, consoante a sua disponibilidade e também com o propósito de permitir a mais candidatos participarem. «Assim envolvemos mais voluntários e, naqueles casos em que todos já fizeram, podem repetir», adiantou.

Criado em 2005 e entretanto reformulado, este programa encontra-se na «máxima força» e tem como parceiros o ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas) e a ANPC (Autoridade Nacional de Proteção Civil).

Segundo Vítor Dias, é necessário aumentar o leque de entidades promotoras de modo a chegar a mais jovens e, assim, dar resposta à elevada procura para este tipo de projetos.

«Temos tido muita boa aceitação por parte dos jovens, que se mostram sensibilizados para a causa, e das organizações. Há Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia que já não abdicam deste programa, mas são precisos mais apoios e associações com respostas no setor das florestas e natureza que se envolvam, não só nacionais como regionais e locais. O nosso limite é o orçamento porque a procura é superior aos jovens que integram o programa. Se pudessemos ter mais, teríamos mais», sustentou.

Neste momento, os cerca de cem jovens dos 18 aos 30 anos de idade estão a participar no programa nos concelhos de Braga, Vizela, Amares, Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto.

Dar apoio a centros de recuperação de animais selvagens, ajudar na inventariação e monitorização de espécies animais e vegetais, assim como na reflorestação, sinalização e manutenção de caminhos florestais, na limpeza e manutenção do pé-posto e vigiar as florestas (de forma móvel e fixa) são as tarefas que lhes são incumbidas.





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