Fotografia: Nuno Cerqueira

Marés vivas deixam “tapete” de algas na praia do Ofir

Veraneantes falam em mau cheiro e bichos devido ao apodrecimento das algas.

Nuno Cerqueira
25 Ago 2020

As marés vivas da passada sexta-feira não só arrancaram barracas no Suave Mar nas Marinhas, concelho de Esposende (ver aqui). Do lado sul, nomeadamente na praia de Ofir, na Vila de Fão, o mar arrancou algos e colocou-as na praia.

Desde então o areal apresenta uma manta morta biológica de fertilizante natural, muito conhecida em Apúlia como sargaço. Os veraneantes já se queixam que a “matéria” está agora podre e atrair bicharada e a libertar mau cheiro.

Este jornal contactou o presidente da junta da UF de Fão e Apúlia. Luís Peixoto, que faz questão de frisar que a matéria em si é de competência da APA, diz que a situação «é normal».

«Mais frequente em Apúlia. Mas as últimas marés vivas, que volta acontecer em setembro, arrancaram essas algas do mar. Também é frequente o mar vir buscar essas algas. Por um lado comprova o trabalho da natureza e que temos saúde no nosso mar. Por outro lado, entendo que seja incómodo para quem utiliza a praia», diz.

Já o capitão do porto de Viana do Castelo, Sameiro Matias, também referiu a normalidade da situação. Como agente de autoridade competente na área, referiu que vai solicitar a proteção civil municipal de Esposende, para remover as algas.





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