Fotografia: DM

Grupo folclórico baila a Nossa Senhora em manifestação de devoção no Sameiro

Evento simbólico organizado pela associação “Os Sinos da Sé” lembrou a peregrinação que não aconteceu este ano devido à pandemia.

Rita Cunha
24 Ago 2020

O dia seria de peregrinação dos emigrantes, não fossem as contingências impostas pela situação de pandemia. Ainda assim, a associação cultural “Os Sinos da Sé”, que habitualmente se associa ao evento, não quis deixar de assinalá-lo com mais uma edição do “Vamos Bailar à Senhora”, apresentando um alegre repertório de músicas dedicadas à Nossa Senhora do Sameiro.

Este ano, a manifestação de fé realizou-se em moldes diferentes do habitual, de modo a evitar aglomerados e a cumprir com as noRmas emanadas pela DGS. O convite foi lançado aos membros do grupo que tiveram a liberdade de participar. E foram algumas dezenas os que o fizeram, trajados a rigor.

Antes da celebração da eucaristia, a imagem de Nossa Senhora foi colocada no terreiro, ao fundo do primeiro lanço de escadas do Santuário. Foi nesse momento que os elementos do grupo se posicionaram frente a frente para dançarem duas músicas: o canto tradicional “Senhora do Sameiro bota fitas a voar” e outro recentemente criado por José Machado, d'”Os Sinos da Sé”, dançada por três pares, com o propósito de lembrar a efeméride.

«Uma vez que a procissão dos emigrantes foi cancelada e apenas se fará uma missa, decidimos marcar presença através deste ato simbólico», referiu José Machado, vincando que os elementos manifestaram motivação em participar.

Da parte da Confraria de Nossa Senhora do Sameiro, o cónego José Paulo Abreu, que celebrou a eucaristia que se seguiu à atuação, vincou que, «não sendo possível fazer a manifestação habitual com todo o corpo de dançarinos e vozes», esta foi a manifestação «possível» dadas as circunstâncias.

«Não quisemos deixar de ter um sinal exterior de festa com esta presença dos grupos folclóricos de forma simbólica, em número reduzido, mas prestando na mesma a este dia um colorido de festa e mantendo este evento cultural muito à boa moda portuguesa e ao agrado dos nossos emigrantes, dando-lhes as boas-vindas», referiu.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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