Fotografia: António Silva

Bolsa Solidária de Manuais Escolares tem registado um aumento da procura

O projeto é dinamizado pela Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva há nove anos.

Rita Cunha
24 Ago 2020

Vai já na 9.ª edição e a procura está sempre a aumentar. Assim tem sido o percurso da Bolsa Solidária de Manuais Escolares implementada pela Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS) e que se tem revelado um êxito. Só no ano letivo passado foram emprestados mais de 4300 livros.

Tanto o processo de doação como de empréstimo de livros é simples. No que respeita a doação, a BLCS esclarece que apenas aceita manuais editados de 2016 em diante, os quais deverão ser entregues nas suas instalações. A consulta dos manuais disponíveis e a seleção dos que se pretende requisitar pode ser feita online, através da página da biblioteca. Só poderão ser requisitados até ao máximo de quatro disciplinas por aluno, pelo período coincidente com o calendário letivo escolar. Findo o mesmo, decorre o período de devoluções. Devido à situação de pandemia, os livros são retidos numa caixa entre três a quatro dias até serem novamente cedidos, como medida preventiva de contágio.

Este ano há 1751 manuais para empréstimo. A Bolsa já abriu no dia 1 de julho e, até ao momento, a procura tem sido elevada, indo ao encontro dos anos anteriores. «Na última semana de julho estavamos a emprestar entre 40 a 50 manuais por dia, o que é um bom número. No ano passado também emprestamos muitos. Às vezes as pessoas vêm devolver um e levam outros. Outras vezes retêm durante dois ou três meses e depois devolvem quando têm outros novos», explicou a diretora da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.

Para Aida Alves, este sucesso espelha a importância que o projeto tem junto das famílias, sobretudo daquelas que sentem dificuldade em fazer face aos gastos inerentes ao arranque do ano escolar, permitindo diminuir os encargos que, por norma, são já bastante elevados.





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