Fotografia: DR

Cancelamento da Romaria d’Agonia representa uma perda de receita de 10 milhões de euros

Os setores do comércio, da restauração e da hotelaria são os mais afetados.

Rita Cunha
19 Ago 2020

O cancelamento da Romaria em Honra de Nossa Senhora da Agonia face à pandemia que o mundo atravessa representa, em Viana do Castelo, uma perda direta de receita de aproximadamente dez milhões de euros.

O número foi avançado pelo presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, segundo o qual esta quebra será sobretudo sentida nos setores do comércio, restauração e hotelaria. Recorde-se que, durante as festividades, costumam passar pelo concelho cerca de um milhão de visitantes, sendo certo que «muitos hotéis esgotavam as reservas de um ano para o outro».

«Os nossos cafés e restaurantes não conseguiam dar resposta a tanta procura. A Romaria enchia de vida, alegria e de clientes não só a cidade, mas todo o concelho, com o regresso dos emigrantes e a procura dos turistas internos e externos», explica José Maria Costa, considerando que o impacto da não realização das festas nos moldes habituais é «avassalador».

«Esta é a principal festa do concelho, entre as cerca de 70 que anualmente se festejam em Viana do Castelo. Pela primeira vez, em 248 anos de história, a Romaria d’Agonia não contará com os números emblemáticos nas ruas, devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19. Para os vianenses, não poder viver a sua romaria é um vazio de alma. O impacto social é avassalador, mas temos de perceber que todos somos agentes de saúde pública e que todos temos de fazer a nossa parte responsável no combate à pandemia», sustenta, em entrevista ao Diário do Minho.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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