Fotografia: DR

Sucesso de primeiro ‘turno’ de “Férias na Areia” eleva a fasquia para o segundo que começa hoje

O grande desafio passou por adaptar a habitual colónia de férias ao tempo presente.

Rita Cunha
10 Ago 2020

Terminou na passada sexta-feira o primeiro de dois turnos da iniciativa “Férias na Areia”, promovida pela Junta de Freguesia de S. Victor. Este ano, face à situação de pandemia, a ação teve de ser readaptada a toda uma nova realidade, garantindo o cumprimento das regras de higiene e segurança aconselhadas pela DGS. A própria designação da da ação foi alterada precisamente para mostrar que, embora com os mesmos objetivos de promover momentos de diversão junto das crianças, os moldes em que esta decorreu foram diferentes.

Ao Diário do Minho, o presidente da Junta de Freguesia de S. Victor explicou que o grande desafio passou por adaptar a habitual colónia de férias ao tempo presente. Uma das alterações prendeu-se, desde logo, com o número de participantes, que passou para metade. Eram cerca de 80 mas, este ano, foram 40 divididos em dois turnos, sendo que o segundo começa hoje a sua aventura na Apúlia. Por outro lado, a distribuição de um ‘kit’ a cada participante composto por uma garrafa de água (de modo a evitar as partilhas), álcool-gel e dez máscaras descartáveis para serem usadas nos cinco dias de atividades.
Para além disso, e de modo a minimizar o contacto, a habitual reunião com os encarregados de educação foi substituída por uma conversa antes da entrada no autocarro.

«Fizemos um investimento superior nas medidas de segurança de modo a evitar ao máximo uma possível propagação de Covid-19. Os monitores também estão sempre a apelar aos mais novos para que mantenham a distância mínima de segurança e desinfetem as mãos. Mesmo no próprio edifício onde decorre a colónia de férias, e onde este ano não há outras entidades a passar férias (abriu só para nós) tivemos de fazer um investimento nas medidas de segurança, como na sinalética», disse Ricardo Silva sublinhando que, desde 2014, os custos desta atividade aumentaram 300%.
De acordo com o responsável, foi o investimento necessário «para garantir que a semana de férias decorre em segurança», garantindo «momentos felizes» a todos.

Ao longo de cinco dias, as crianças tiveram a oportunidade de fazer praia e de participar em atividades como a construção na areia, um ‘peddy-paper’ à noite, jogos tradicionais e uma ida à “discoteca”, para além do almoço com o Executivo da Junta que, este ano, será representado apenas pelo presidente.

O balanço desta semana foi, por isso, bastante animador: «correu até melhor do que estávamos à espera porque achamos que, com menos participantes, eles pudessem achar mais monótono, mas todos vieram com o semblante sorridente e isso satisfaz-nos imenso e eleva a fasquia para o segundo turno [que arranca hoje]», referiu.

Ricardo Silva deixou ainda uma palavra de reconhecimento aos cinco monitores envolvidos e que, percebendo a importância social da ação, «incorporaram muito bem o espírito».





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