Fotografia: Nuno Cerqueira e DR

Cidadãos em protesto junto às árvores que a Câmara de Braga quer arrancar

Ação de protesto. PSP esteve no local.

Nuno Cerqueira
27 Jul 2020

Vários ativistas ambientais, como a Quercus, elementos do Bloco de Esquerda e outros afetos às Braga Ciclável, estão desde hoje de manhã em luta na avenida dos Lusíadas devido ao abate de árvores que está a ser promovido pela Câmara de Braga (ver aqui) a pretexto «da requalificação da ciclovia da Variante da Encosta» que tem como objetivo unir a Universidade do Minho à Lamaçães.

Em resposta a este jornal via mail a 21 de julho, a autarquia disse serem sete as árvores, mas o corte ultrapassa esse número, não havendo até ao momento explicações da autarquia em aumentar o número de árvores abater.

A presidente da Quercus de Braga, Aline Guerreiro, refere que estão a cortar árvores «saudáveis» e que o era perfeitamente possível «desenhar a ciclovia sem abater árvores».

No local é possível ver a maquinaria preparada para novo abate de árvores e segundo as pessoas no local, que defendem as árvores que já valeu uma petição (ver aqui), «não há nenhum técnico municipal acompanhar o processo».

No entanto foi agendado para quarta-feira uma reunião entre os cidadãos e o vereador Altino Bessa. Um reunião acordada na semana passada, antes do início do abate das árvores, mas que mesmo assim não conseguiu salvar 12 árvores que já foram abatidas.

O grupo de cidadãos que está no protesto vai reunir-se com o vereador do ambiente da Câmara de Braga, Altino Bessa, na quarta-feira. O encontro foi solicitado na semana passada mas a autarquia já abateu, entretanto, as 12 árvores no sábado, dia 25, atitude que, de acordo com Aline Guerreiro, é sinónimo de que a Câmara “não quer discutir o projecto”.

«Qual foi a intenção da Câmara em agendar uma reunião quando não previam sequer discutir o projecto? Também queremos porque continuam o abate de árvores saudáveis», frisou Aline Guerreiro.





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