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Nova instrução do Vaticano sobre paróquias é «oportunidade perdida»

Padre Tiago Freitas questiona persistência do modelo centrado no padre e falta de atenção aos desafios da evangelização

Redação/Ecclesia
25 Jul 2020

O padre Tiago Freitas, da Arquidiocese de Braga, autor de uma tese de doutoramento sobre novos modelos de paróquias, considera que o novo documento do Vaticano sobre o tema é uma oportunidade perdida, falhando pela falta de atenção aos desafios da evangelização.

A Instrução “A conversão pastoral da comunidade paroquial a serviço da missão evangelizadora da Igreja” foi publicada esta segunda-feira pela Congregação para o Clero (Santa Sé).

Em declarações à Agência Ecclesia, o padre Tiago Freitas, autor da tese “Colégio de Paróquias – Um proto-modelo crítico para a paróquia da Europa Ocidental em tempo de mobilidade”, diz que o novo documento é «muito técnico, muito formal, sobre aspetos muito concretos, centrado no Direito Canónico» e foi recebido com «surpresa» por diversos responsáveis católicos.

O novo documento sublinha o papel central do padre, na paróquia, e rejeita que leigos ou diáconos possam «presidir à comunidade paroquial», por considerar que essa missão compete ao pároco.

Para o padre Tiago Freitas, «não há razão objetiva para que os leigos não possam cooperar ou participar num real governo das paróquias».

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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