Fotografia: Ana Marques Pinheiro

Bom Jesus quer ser estância também dedicada ao pensamento, à reflexão

Arcebispo de Braga inaugurou Espaço Museológico do Coro Alto e Torre Sineira, na celebração do 1.º aniversário da inscrição do Bom Jesus na Lista do Património Mundial da UNESCO.

Jorge Oliveira
7 Jul 2020

Na passagem do primeiro ano da inscrição do Bom Jesus na Lista do Património Mundial da UNESCO, o Arcebispo de Braga desafiou a Confraria do Bom Jesus e a sociedade bracarense e portuguesa a organizarem eventos de índole cultural no santuário.

Não havendo muito mais a fazer em termos de construções físicas, o desafio agora, salientou D. Jorge Ortiga, passa por assegurar nesta estância religiosa e turística uma variedade cultural que atraia e valorize ainda mais este conjunto patrimonial arquitetónico e natural.

Além de concertos e exposições, o Arcebispo de Braga gostava que o Bom Jesus fosse também palco de congressos a nível nacional e até internacional «para poder refletir e pensar», ou seja, uma estância voltada para o «pensamento».

«Nós temos hotéis, nós temos espaços que proporcionam condições para a realização de congressos», disse, desafiando  economistas, contabilistas, empresários, políticos, profissionais de saúde, professores, entre outros, a acolherem o Bom Jesus como um local para «tornar a sociedade mais humana, mais justa e provocadora do progresso».

O prelado reconhece que o santuário tem sido «convenientemente recuperado e tudo tem sido devidamente aproveitado», mas a exploração desta vertente dos congressos «está por fazer».

A Confraria abriu  ontem ao público um  espaço museológico no Coro Alto, que reúne um conjunto de sinos, paramentos e objetos litúrgicos, e uma das torres sineiras da basílica, que foi totalmente renovada e de onde se obtém uma vista magnífica sobre Braga e arredores.

A inauguração contou também com o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, que apelou  à Infraestruturas de Portugal (IP) que assuma a responsabilidade da melhoria do acesso ao santuário do Bom Jesus, frisando que esta obra não compete diretamente à Câmara Municipal nem à Arquidiocese ou à Confraria do Bom Jesus.

Salientando que os bracarenses sentem-se «desgostoso» de verem a porta de entrada para o Bom Jesus em «más condições de manutenção e limpeza», o autarca deseja que a IP contribua para a valorização da estância do Bom Jesus através da melhoria deste acesso rodoviário.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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