Fotografia: DM

CDS quer «contrato de transparência» no acesso ao Ensino Superior

O líder centrista esteve em Braga hoje, ao final da manhã, no arranque da fase dos exames nacionais.

Rita Cunha
6 Jul 2020

Um «contrato de transparência» para que os alunos que vão ingressar no ensino superior disponham de informação «clara e transparente» para fazerem as suas opções. Esta foi a proposta deixada pelo presidente do CDS, hoje, à entrada na Escola Secundária D. Maria II, aquando da saída dos alunos após o primeiro exame nacional do ano letivo, concretamente o de Português.

Considerando que o Ensino Superior «é um trampolim para a mobilidade social e um passaporte para o futuro que permite aos jovens poderem apostar no seu mérito para vencer na vida e quebrar a eternização dos ciclos geracionais de pobreza», Francisco Rodrigues dos Santos vincou a importância de as opções dos alunos terem por base «critérios de realidade, com consciência e conhecimento das opções de futuro».

Nesse sentido, o partido propõe um contrato de transparência entre estudantes, Governo e instituições do Ensino Superior, em que seja disponibilizada aos jovens informação relativamente à taxa de empregabilidade real de cada curso, para não defraudar as suas expetativas», bem como sobre o custo médio de vida em cada cidade, o tipo de alojamento disponível e a rede de transportes existente por zonas.

No que respeita o arranque do próximo ano letivo, Francisco Rodrigues dos Santos deixou algumas críticas ao Governo, considerando que, neste momento, «temos uma mão cheia de nada e a outra de coisa nenhuma». «Há uma grande incerteza, ainda ninguém percebeu como vai ser o arranque do ano letivo e há um receio sobre como vão ser operacionalizadas as aulas presenciais uma vez que há regras sanitárias de saúde pública que obrigam à limitação dos espaços», lembrou.

Neste âmbito, o CDS propõe um sistema misto, em que as famílias possam optar pelo ensino presencial ou à distância, bem como a «diluição» dos alunos por vários estabelecimentos de ensino, incluindo os particulares e cooperativos, que devem ser chamados a «alargar» a rede pública.





Notícias relacionadas


Scroll Up