Fotografia: DM

Braga dá início a curso de viola braguesa para promover e proteger a identidade do concelho

As aulas vão decorrer em dez freguesias do concelho.

Rita Cunha
3 Jul 2020

No final da formação, com a duração de dez horas, o objetivo é que os formandos saibam tocar «pelo menos» uma música e, se tudo correr bem, duas. Esta é a expetativa das formações grauitas que o município de Braga vai promover em dez freguesias do concelho, abrangendo um total de cem alunos e 20 monitores.

O “pontapé de saída”, através de uma sessão pública, foi dado na tarde de ontem, no auditório da Junta de Freguesia da Sé, um dos espaços onde arrancam as aulas já no próximo dia 9 de julho, continuando às terças e quintas-feiras, das 19h00 às 20h00. Cada turma conta com dez alunos e dois monitores.

A procura tem sido tal que, só para as aulas no auditório da Junta da Sé, já foram recebidas 43 inscrições. As mesmas mantêm-se abertas aos interessados, muito embora não exista a garantia que, daqui para a frente, haja a comparticipação da autarquia. Caso tal não seja possível, o custo é de 20 euros.

Na sessão de ontem, Abílio Vilaça, presidente da Adere-Minho, lembrou que este projeto é «ambicioso» e que vai para além da própria formação sendo que, no final da mesma, haverá um concerto no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa com a entrega de diplomas. «Quando tivermos cem pessoas a tocar em conjunto será o concerto dos concertos», anteviu. Certo é ainda que os formandos participarão, em outubro, nas jornadas de viola braguesa que trarão a Braga tocadores de vários pontos do país, assim como na «grande serenata». «Vocês serão os guardiões da viola braguesa por esse mundo fora», disse.

Ao nível da formação, prevê-se a realização de três cursos de nível 1, 2 e 3, os quais estão a ser preparados em parceria com a Universidade do Minho.

Já Luís Pedroso, presidente da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade, agradeceu o empenho do município de Braga que financia a formação e destacou a importância da viola braguesa para a cidade e região. «Estamos muito honrados por dar o pontapé de saída para esta formação», disse.

Luís Capela, músico e professor de música, enalteceu este reavivar da memória junto de um instrumento com uma «riqueza ímpar» e que «andava esquecido».





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