Fotografia: Avelino Lima

Câmara Municipal tenta ajustar medidas às necessidades do setor da restauração

Vereador João Rodrigues acredita que isenção de taxas é uma medida acertada.

Rita Cunha
29 Jun 2020

Chegar a um consenso de modo a ajustar as medidas às necessidades dos empresários do setor da restauração, permitindo-lhes fazer face a um período de crise em pleno verão, época normalmente associada a uma subida acentuada das receitas. Este tem sido, de acordo com o vereador do pelouro da Gestão e Conservação do Espaço Público da Câmara Municipal de Braga, o objetivo da autarquia.

Pouco mais de um mês após a reabertura das esplanadas, João Rodrigues acredita que este período de desconfinamento gradual tem «corrido bem». «Pelo que observo, parece-me que tudo está a correr pelo melhor. Temos autorizado quase tudo o que nos têm pedido e as esplanadas aumentaram. Se não fosse isso, talvez muitos dos estabelecimentos comerciais não tivessem capacidade de as pagar, o que seria complicado para o negócio pois percebemos que as pessoas têm escolhido as esplanadas em detrimento do interior dos estabelecimentos», disse.

Uma maior celeridade no que respeita à adesão da iniciativa “Braga de Porta Aberta” é uma das reivindicações da URBAC 19 – União dos Restaurantes de Braga, que se queixa de «demasiada burocracia», havendo, segundo o porta-voz, Tiago Carvalho, «muitas esplanadas licenciadas pela autarquia, mas outras em ‘stand-by’». Uma ideia que João Rodrigues esclarece. «O requerimento demora cinco minutos a ser preenchido. Claro que as respostas não são dadas logo a seguir como muitos esperal. Há casos de proprietários com esplanada que submeteram pedido para as aumentar, mas a maior parte não tinha esplanada e, agora, vão aproveitar a oportunidade. E isto não abrange só o centro», esclareceu, garantindo tudo estar a ser feito para dar resposta o mais rápido possível.

De acordo com o vereador, a autarquia tem feito um esforço no sentido de levar a “bom porto” as pretensões dos empresário, mas nam sempre se afigura uma tarefa fácil. «Há uma ou outra situação ainda não resolvida. Por exemplo, há ruas com trânsito e passeios de 40 a 50 centímeros onde não conseguimos pôr uma esplanada. Em determinados sítios já propusemos, em conversas informais, o encerramento de uma ou outra rua no horário do jantar mas não há consenso. Acredito que nunca iria ser possível dar o mesmo a todos porque é diferente um restaurante numa praça ou passeio à frente ou não o ter. Há também quem prefira que passem carros, outros não querem. Também sugerimos colocar em lugares de estacionamento mas alguns têm inclinação e são em paralelo, pelo que não seria muito benéfico», explicou João Rodrigues, vincando que se trata de «impossibilidades decorrentes de imaterialidades e não por se querer dificultar a vida a alguém».

No geral, o vereador acredita que «as pessoas estão agradadas com isto», já que se trata de uma forma de as «compensar». «Eliminamos as taxas havendo estabelecimentos que pagam milhões de euros por ano», adiantou João Rodrigues.





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