Fotografia: Governo de Portugal

Ensino à distância criou desigualdades, mas pais reconhecem que foi a solução possível

Segundo os resultados de um inquérito feito pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) em maio, a maioria dos docentes (92,9%) considera que os défices que resultarem deste ano letivo devem ser superados no próximo ano, preferencialmente através da integração das matérias que ficaram no próximo ano letivo.

Redação / Lusa
23 Jun 2020

Os representantes dos pais consideram que o modelo de ensino à distância implementado para substituir as aulas presenciais durante a pandemia da covid-19 criou e acentuou desigualdades entre alunos, mas reconhecem que foi a solução possível.

Alunos e professores foram obrigados a trocar as salas de aula pelas suas casas em 16 de março, quando o Governo decidiu suspender todas as atividades letivas presenciais, como forma de conter a propagação do novo coronavírus, e o 3.º período decorreu sempre à distância.

“Foi uma situação de remedeio e, na nossa opinião, entre não fazer nada e fazer aquilo que foi feito, foi preferível assim”, disse à Lusa o presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE).

Ao longo deste período, os encarregados de educação alertaram para diversos constrangimentos criados pelo modelo de ensino à distância, desde as dificuldades de acesso às atividades ‘online’, por falta de equipamentos, às disparidades no trabalho realizado com os alunos.

Apesar dos problemas, o presidente de uma outra organização representativa dos pais, a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção não acredita que este tenha sido um período perdido e elogia o “esforço digno e hercúleo” de todos aqueles que trabalharam para minimizar as desigualdades.





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