Fotografia: CESE

Comité Económico e Social defende «reestruturação e melhoria» da sociedade europeia

Resolução adotada na sessão plenária de junho do organismo representativo da sociedade civil organizada.

Luísa Teresa Ribeiro
22 Jun 2020

O Comité Económico e Social Europeu (CESE) está convicto de que a recuperação em relação aos efeitos da crise da Covid-19 «só será bem-sucedida se for acompanhada de uma reestruturação da nossa sociedade».

Esta convicção está expressa na resolução adotada na sessão plenária de junho deste órgão representativo da sociedade civil organizada, intitulada «a UE deve orientar-se pelo princípio segundo o qual é considerada uma comunidade com um destino comum».

Os membros deste organismo defendem que a crise criada pela pandemia deve ser encarada como uma oportunidade para construir um novo modelo de sociedade. «Temos de nos centrar tanto na reconstrução como na recuperação. Não podemos simplesmente voltar à situação anterior: temos de a reestruturar e melhorar», argumentam.

O CESE considera que a «reestruturação e melhoria» devem basear-se na «defesa dos direitos humanos e sociais, dos valores democráticos e do Estado de Direito, libertação de todo o potencial do mercado único, reforço da resiliência económica da UE, consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, criação de uma economia circular e consecução da neutralidade climática da UE até 2050, o mais tardar, e ainda a plena aplicação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais».

«A participação de todos os cidadãos, através dos parceiros sociais e das organizações da sociedade civil, viabilizará a reestruturação da economia e da sociedade», advogam os membros desta instituição europeia.

No âmbito deste novo processo de recuperação e reconstrução, o CESE espera que a futura Conferência sobre o Futuro da Europa «constitua uma oportunidade para reforçar e aprofundar a estrutura institucional da UE, bem como para proceder a uma renovação genuína do projeto europeu, para que a UE seja capaz de fazer face aos desafios das próximas décadas».





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