Fotografia: DR

Homem acusado de matar ex-mulher à facada em Braga alega não se lembrar do crime

Tribunais.

Nuno Cerqueira / Redação
15 Jun 2020

Hoje, algumas representantes da associação “Mulheres de Braga”, apresentaram-se fora do tribunal com uma tarja em que se lia “Estamos aqui por ti, Gabriela” [nome da vítima] no dia em que o alegado autor do crime – matou a ex-companheira com 18 facadas em frente ao Tribunal de Baga – começou a ser julgado.

De manhã, uma parede do tribunal apareceu pintada com a frase “Fim da imunidade machista” e numa outra parede no largo do tribunal, foi escrita a frase “Revolução feminista já” (ver aqui).

Recorde-se este homem, 48 anos de idade e eletricista, é acusado de matar a ex-mulher. Em tribunal disse que não se lembrar do crime, sublinhando que amava a vítima e que ela era «a última pessoa do mundo a quem quereria fazer mal».

Segundo a acusação, a vítima foi esfaqueada com pelo menos 18 golpes com força (ver aqui), sendo três na zona da cabeça, cinco na zona do pescoço, oito na zona do tórax e dois no membro superior esquerdo.

O arguido disse que, passado o «apagão», se apercebeu de que «alguma coisa não estava bem», quando viu «uma marca» no pescoço da vítima e se apercebeu que ele tinha um «canivete» nas mãos.

«Acho que a matei», terá dito na ocasião à PSP.

Perante o depoimento do arguido, uma das juízas pediu ao arguido para «não tentar atirar areia para os olhos» do tribunal, sublinhando que «as desculpas são sempre as mesmas».

Disse ainda que a versão apresentada pelo arguido «pode ser um bom argumento para um filme de terror».

Os factos ocorreram em 18 de setembro de 2019, pelas 22h00, quando, segundo a acusação, a mulher compareceu na Travessa da Praça da Justiça, em Braga, para se encontrar com o arguido, acedendo ao pedido que este lhe fizera.

A acusação diz que o arguido iniciou uma discussão com a vítima, acabando por a atingir com 18 golpes, que se revelaram fatais.

O arguido e a vítima casaram em fevereiro de 2017 e divorciaram-se em 08 de julho de 2019.

Este homicídio esteve na base da criação do movimento cívico Mulheres de Braga (ver aqui), entretanto constituído como associação, que tem como objetivo apoiar vítimas de violência doméstica.





Notícias relacionadas


Scroll Up