Fotografia: Direcção-Geral de Saúde

É boa notícia haver abrandamento no número de mortes

«É uma boa notícia porque estamos a ter poucos casos neste momento», adiantou Graça Freitas.

Redação / Lusa
14 Jun 2020

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, considerou hoje ser “boa notícia” registar-se um abrandamento do mortes no país por covid-19, mas explicou que estes óbitos estão relacionados com “infeções em dias passados”, pedindo cautela relativamente aos números.

«Nós, como sabe, em relação por exemplo a Espanha, começámos a atividade epidémica mais tarde, muito menos intensa, e estes óbitos que estamos a ter agora refletem infeções que já aconteceram há bastantes dias», disse a responsável, falando na conferência de imprensa diária da evolução do surto de covid-19 no país.

Questionada sobre quando é que o país poderá deixar de registar vítimas mortais devido à pandemia, como já acontece em Espanha, Graça Freitas lembrou a «história natural da doença: as pessoas infetam-se, têm um período em que estão relativamente estáveis, depois pioram e vão para unidades de cuidados intensivos e algumas delas, infelizmente, morrem».

«O que estamos a ver agora é um abrandamento, mas que reflete infeções já em dias passados», explicou.

Por isso, «vamos esperar mais uns dias para ver como é que, nomeadamente a questão de Lisboa e Vale do Tejo se reflete na mortalidade», acrescentou Graça Freitas, numa alusão ao facto de esta região estar, atualmente, com focos de contágios ativos.

 

 

Ainda relativamente a Lisboa e Vale do Tejo, a responsável apontou também que, apesar de «muitos destes doentes serem jovens e saudáveis, também existem alguns lares na região com casos e essas pessoas mais idosas podem originar óbitos».





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