Espaço do Diário do Minho

Como viver com a pandemia…

4 Jun 2020
J.Carlos Queiroz

Depois do estado de emergência e de medidas consideradas adequadas à realidade seguiu-se um estado de calamidade e finalmente, por agora, o levantamento das medidas de confinamento, atendendo à ideia e orientações de que a atividade económica e a nossa vida em sociedade devem evoluir para a normalidade, mantendo porém algumas regras para garantir que a pandemia se mantém controlada.
Dito isto, sentimos que o país vive momentos muito difíceis, com níveis de ansiedade elevados, com aumento de pobreza, perda de emprego, num caminho cheio de desafios, mesmo quando sabemos que o governo tem tentado minimizar os efeitos, legislando no sentido de proteger cidadãos e empresas. Os custos elevados deste combate não são por agora quantificáveis, até porque continuamos com sem vacina para o Covid-19 e receosos numa recaída que seria um drama de consequências imprevisíveis.
O “Lay-off”, enquanto forma de tentar evitar o desemprego, não vai poder manter-se por muitos meses, mas permite, por agora, limitar os efeitos da crise, sendo certo o diploma nos envia para a parte de normas do Código do Trabalho, nomeadamente a “situação de crise empresarial”.
A estratégia de levantamento de medidas de confinamento obedece à Resolução do Conselho de Ministros e parece ter tido efeitos positivos, tendo sido acatada com compreensão pelos cidadãos. A questão será pois agora avaliar de novo este retomar de aparente normalidade e saber até que ponto o tempo quente e as férias, podem influenciar ou não o desenvolvimento da pandemia entre nós! Até onde podem ir e que consequências podem resultar deste abrandar gradual do combate, sendo certo que a saúde estará sempre como prioridade e a economia como necessidade!
Vamos ter de conviver com um vírus poderoso atendendo aos cuidados e recomendações da DGS e do Governo, mas ao mesmo tempo criar novos hábitos, alterando comportamentos e tendo esperança num medicamento e numa vacina que venham ajudar a vencer a doença.
Por outro lado, nos hospitais, nas empresas e nas instituições, o combate vai ter de continuar a ser uma constante, por muito que se entenda que a situação possa estar controlada. E se em alguns casos é possível cumprir as regras, outros há, como nos transportes em determinadas horas, isso será de todo impossível. Vamos manter a esperança que o vírus não goste do nosso calor de Verão.… e adormeça. O melhor é realmente estar atento e cumprir regras.



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