Fotografia: DR

Confinamento provocou «medo» em muitas crianças

Os mais novos terão sido os que mais sentiram o impacto das restrições aplicadas para fazer face à pandemia de Covid-19.

Rita Cunha
1 Jun 2020

Foram para lá de dois meses de confinamento e os danos físicos e psicológicos são vários, tanto em adultos como em crianças. Contudo, é este último grupo etário que parece mais ter sofrido com a privação da liberdade, de contacto com o exterior e de quase ausência de socialização, um medo também ele potenciado por um excesso de televisão em idades onde nem sempre é possível “filtrar” a informação e compreendê-la tal como ela é.

Segundo explicou a pediatra Henedina Antunes, neste período de confinamento, «mais do que os idosos, as crianças tiveram muito medo de sair». «Algumas ainda têm», disse.

A responsável disse notar este aspeto em particular no decorrer das consultas não presenciais, via telefone, com as crianças. «Às vezes agarram-se à mãe e pedem-lhe que não saia de casa, que não vá às compras senão pode morrer. Ou seja, eles veem televisão, onde ouvem que Itália e Espanha têm imensos casos e mortes. Para eles, Itália e Espanha são já aqui ao lado, o que lhes aumenta a ansiedade e o medo, e nem sempre processam isto e absorvem tudo. Até nós, adultos, ficamos deprimidos», explicou.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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