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JP de Braga crítica atual plano de retoma da TAP

Caso TAP.

Nuno Cerqueira
28 Mai 2020

A Juventude Popular (JP) de Braga veio a público critica juntar voz ao coro de crítica (ver aqui) face ao plano de retoma de parte da operação da TAP para os próximos dois meses.

Segundo Renata Faria, líder da JP em Braga, o plano mostra «enorme falta de responsabilidade das entidades governativas».

«A solução adotada pela companhia aérea, de apenas incluir três novas ligações ao Aeroporto Sá Carneiro, que serve o norte do país, a par de outras decisões lesivas para outras regiões, como a do Algarve, revela a centralização dos interesses da empresa e, sobretudo, a irresponsabilidade governativa do anterior e atual executivo liderado por António Costa que, de forma lesiva para os contribuintes e sobre o falso pretexto de salvaguarda da soberania e interesse nacional, decidiu, num primeiro momento, reverter a privatização da companhia, algo que no nosso entender não deveria ter ocorrido», aponta.

Para esta “jota” a gestão da TAP é «ruinosa» e conduziu ao «atual cenário, onde o Estado, leia-se, os contribuintes, tem de suportar os sucessivos prejuízos na empresa, injetar futuramente grandes quantias de dinheiro, mas sem possuir, em contrapartida, qualquer poder de decisão sobre a mesma, num acordo onde o Estado paga, o privado gere», afirma.

«Esta solução governativa, para além da celebração do mencionado acordo ruinoso, continua a lesar a confiança dos portugueses compactuando com o acervo de decisões tomadas pela companhia aérea, que demonstraram, e continuam a demonstrar, a falta de vontade da empresa em salvaguardar o interesse nacional e a representatividade de todo o território nas suas opções estratégicas, como, por exemplo, a decisão tomada em 2016, do não reforço dos voos com destino ao Aeroporto Sá Carneiro, sob o pretexto de falta de mercado (ao contrário, pasme-se, de companhias privadas que procuraram investir nas rotas para o norte do país)», lê-se na nota de imprensa enviada a este jornal.

Para Renata Faria considera que a TAP «já há muito não serve os interesses dos portugueses e do norte do país, região esta que se assume de enorme relevo para a economia nacional, quer por via do turismo, quer por via das exportações, área onde lidera».

«Estamos perante um cenário caótico, onde atual executivo não se governa, não governa a TAP, nem deixa os outros, por via da privatização, governar, liderado por um Primeiro- Ministro que não tem qualquer pudor em colocar a ideologia “rosa-avermelhada” e as tão “queridas” nacionalizações à frente do interesse nacional, remetendo, assim, para o esquecimento os sucessivos balanços de contas negativos da empresa e da simultânea falta de respeito, pela via das recorrentes tomadas de posição da companhia, para com os portugueses», afirma a jovem centrista, declarando «repugnando, assim, qualquer tentativa de colocar os interesses centralistas ou ideológicos acima daquele que deve ser o interesse dos portugueses e do país».





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