Fotografia: DM

Perseguição do mundo não pode levar os cristãos a esconder a fé

D. Jorge ortiga exorta fiéis a assumirem as causas do mundo com o espírito de humanização e da fraternidade

Joaquim Martins Fernandes
27 Mai 2020

Os cristãos devem estar preparados para sofrerem «a perseguição do mundo», mas não devem «nunca» abdidar de assumir a fé.

A ideia foi defendida defendida pelo Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga da Cunha, na homilia da eucaristia da VII Semana da Páscoa, em que a Igreja Católica evocou pelo segundo dia consecutivo a reflexão sobre a “Oração Sacerdotal” de Jesus, que centralizou a liturgia do dia.

Destacando a ideia de que a segunda parte da “Oração Sacerdotal” mostra que «Jesus reza para que o Pai santifique os seus discípulos no mundo», D. Jorge Ortiga sublinhou que, à semelhança do que aconteceu com os discípulos de Jesus, também os cristãos de hoje «devem estar preparados para suportar e vencer o ódio do mundo».

Isso porque «o mundo é o lugar em que sempre os cristãos são chamados a viver», mas com a atitude de quem sabe que é preciso ser uma espécie de fermento no meio da massa, para que se faça bom pão.

«Este estar no mundo implica dar testemunho da unidade» que nos impele «a viver uns com os outros», sublinhou o prelado bracarense, deixando claro que é na resposta ao chamamento «a identificarmo-nos com o outro» que descobrimos que «há mais felicidade em dar do que receber».

Para D. Jorge, este sentimento revela-se «quando nos entregamos aos outros», com a certeza de que «transformar o um em todos» exige que «também saibamos perder».

«Não se trata de perder pelo perder, mas antes perder pelo objetivo de construir a unidade», sublinhou o Arcebispo de Braga, notando que essa disponibilidade para «deixar de ser o que sou para sermos todos um» é também testemunho da experiência pessoal de Cristo, que «deu a sua vida para que o mundo fosse uma coisa só».

Na eucaristia emitida pelo Diário do Minho a partir da capela do Paço Episcopal, que chegou a ser assistida online por mais de meio milhar de fiéis, D. Jorge Ortiga recordou que hoje a Diocese de Braga também comemora os 97 anos do escutismo católico, que foi fundado na “cidade do arcebispos”, e que acabou por conquistar o país num movimento que junta hoje quase 100 mil jovens, com o lema de vida “sempre alerta para servir”.





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