Fotografia: DM

Cristãos chamados a defender o tesouro da unidade da Igreja

D. Jorge Ortiga recordou que a construção da unidade é o lema da sua missão episcopal

Joaquim Martins Fernandes
26 Mai 2020

O Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, exortou hoje os cristãos a serem artífices da unidade «na Igreja Universal, na Igreja Diocesana, mas, especialmente, na Igreja Local».

É que «nem sempre criamos a unidade com o nosso pároco» e «por coisinhas de nada semeamos a discórdia», advertiu o prelado bracarense, que comparou o valor da unidade eclesial a «um tesouro e uma pérola» que «temos de preservar todos os dias».

«Por isso devemos ser reparadores da unidade», sublinhou D. Jorge Ortiga, na homilia que proferiu na eucaristia da VII Semana de Páscoa, que foi transmitida em direto pelo Diário do Minho, a partir da capela do Paço Episcopal.

Num dia em que a Igreja Católica evocou os 25 anos da Encíclica “Ut unum sint” (Para que todos sejam um), da autoria do Papa São João Paulo II, o Arcebispo de Braga recordou que a promoção da unidade é também o núcleo da sua missão pastoral.

A alusão ao lema que elegeu para as armas de arcebispo não ignorou que «a história de 2000 anos da Igreja é também uma história de divisão».

Mas «a nossa época é de esperança, é uma época muito diferente, apesar de termos muitos grupos de oposição dentro da Igreja», contrapôs D. Jorge Ortiga, dando nota que «o pensamento da Igreja Católica não é monolítico».

Por isso «importa defender o nosso pensamento, mas sem nunca provocar divisão», vincou o líder da Igreja de Braga, salientando o papel que cada cristão deve assumir na «criação de pontes» e na construção «de unidade todos os dias», na fidelidade ao «testamento» que nos foi legado por Jesus Cristo .
[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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