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Indicador de transmissibilidade de infeção revela «estabilidade»

Desde 11 de maio, «a taxa de testes positivos diários ficou abaixo dos 5%», salientou o secretário de Estado da Saúde.

Pedro Vieira da Silva / Lusa
20 Mai 2020

O indicador que define o grau de transmissibilidade de infeção do novo coronavírus está estável, com cada doente a originar, em média, menos de um caso secundário, anunciou hoje o secretário de Estado da saúde.

Entre 13 e 17 de maio, a média do RT foi de 0,95, o que significa que «a nível nacional um caso infetado originou, em média, menos de um caso secundário», explicou António Lacerda Sales.

«Estamos perante uma estabilidade deste indicador de transmissibilidade de infeção (RT)», anunciou o governante na conferência de imprensa diária sobre a pandemia de covid-19, realizada em Lisboa, durante a qual referiu outros números que considerou darem algum «alento e um sinal de confiança no futuro coletivo».

Desde 11 de maio, «a taxa de testes positivos diários ficou abaixo dos 5%», salientou, lembrando que nos últimos dois meses e meio – entre 1 de março e 18 de maio – se realizaram 674 mil testes, o que representa uma média diária de cerca de 8.500 testes.

O secretário de Estado da saúde lembrou que é preciso continuar a olhar para os dados «com cautela», mas não se pode ignorar que são bons sinais os que surgem relativos à segunda semana da 1.º fase de desconfinamento, entre 13 e 17 de maio.

 

Na mesma conferência, a ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou que Portugal precisa de quase 400 camas de cuidados intensivos para atingir a média da União Europeia, de 11,5 camas por 100 mil habitantes.

«Portugal sempre esteve abaixo e bastante abaixo daquilo que é a média de camas de cuidados intensivos por 100 mil habitantes», disse Marta Temido na comissão parlamentar de Saúde, comentando que esta «não é uma realidade de 2020, não era uma realidade de 2019, era uma realidade que tinha mais de uma década».





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